Edições Anteriores
  • Edição 262

  • Edição 261

  • Edição 260

  • Edição 259

  • Edição 258

  • Edição 257

  • Edição 256

  • Edição 255

  • Edição 254

  • Edição 253

  • Edição 252

  • Edição 251

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

12 de julho de 2015

Oferecemos abaixo um subsídio elaborado para auxiliar quem prepara as celebrações litúrgicas dominicais. Além do aprofundamento dos textos bíblicos, indicamos também a sua relação com a vida e o mistério celebrado.


1. Aprofundando os textos bíblicos: Amós 7,12-15; Salmo 85(84); Efésios 1,3-14; Marcos 6,7-13

Os Doze já haviam sido chamados por Jesus para fazer parte da sua comunidade e anunciar a Boa Nova (3,13-19); agora são enviados dois a dois porque a missão supõe vivência da Palavra anunciada na prática da convivência fraterna. Revestidos com a força do Espírito, fazem o que Jesus fez no início da sua missão (1,21-28): libertam as pessoas da exclusão. Faz parte da missão um estilo de vida pautada na pobreza evangélica: não levar nada pelo caminho, além de um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro no cinto, andar calçados com sandálias e não usar duas túnicas. Devem confiar na hospitalidade, participando da vida do povo que os acolhe. O cajado e as sandálias facilitam agilidade no longo caminho a ser percorrido (Ex 12,11) pelos missionários, chamados a servir o Reino na liberdade. Como Jesus, os missionários hospedam-se nas casas e formam comunidade com aqueles que acolhem a Boa Notícia da salvação. Ao compartilhar a vida com Jesus, que curava impondo as mãos (6,5), aprenderam que os gestos solidários e a experiência da fé libertam e curam. Uma prática que ganhou forma nas comunidades cristãs, conforme relata a carta de Tiago: os doentes eram curados através da oração e da unção com óleo em nome do Senhor (Tg 5,14). Na primeira leitura, Amós entra em conflito com Amasias, o sacerdote oficial que administra o santuário de Betel aliado aos interesses do rei. O salmista manifesta a esperança de salvação e restauração do povo através da realização da justiça e da paz. A segunda leitura é um hino de louvor ao Pai que nos escolheu em Cristo, para sermos filhos e trilharmos o caminho da vida nova, conduzidos pelo Espírito Santo.

 

2. A palavra na vida

Poucas coisas são essenciais na missão: simplicidade de vida, assim como para a grande maioria do povo; contentar-se com aquilo que é oferecido, como fazia Jesus, pregador itinerante, livre de vínculos institucionais, atento às necessidades reais dos seus ouvintes. O que garante êxito na missão não é o dinheiro, nem o aparato técnico, mas o ser discípulo, capaz de partir para outro lugar quando a Palavra não tem a adesão de quem ouve.  

 

3. A palavra na celebração    

Nesta celebração, damos graças e renovamos nossa aliança com Deus na escuta da sua palavra e na partilha do pão e do vinho, sinal visível da nova aliança selada na entrega de Jesus. Que os dons do Espírito Santo sejam derramados em nós para que nos tornemos missionários dignos de confiança, como Jesus.