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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

26 de julho de 2015

Oferecemos abaixo um subsídio elaborado para auxiliar quem prepara as celebrações litúrgicas dominicais. Além do aprofundamento dos textos bíblicos, indicamos também a sua relação com a vida e o mistério celebrado.


1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Reis 4,42-44; Salmo 145(144); Efésios 4,1-6; João 6,1-15

A multiplicação dos pães é o quarto sinal realizado por Jesus no evangelho de João, fato relatado também pelos outros evangelistas (Mt 14,13-21; 15,32-39; Mc 6,30-44; 8,1-10; Lc 9,10-17). A travessia do mar da Galileia remete à passagem do mar Vermelho (Ex 14,15-31) e sublinha o novo êxodo, a libertação definitiva revelada em Jesus. A multidão seguia Jesus, vendo os sinais que ele realizava em favor dos doentes. Como novo Moisés, Jesus sobe à montanha e oferece o novo ensinamento. Os discípulos participam de sua missão libertadora: Onde vamos comprar pão para que eles possam comer? Filipe constata que duzentos denários não bastam, sendo que um denário era o pagamento por um dia de trabalho (Mt 20,2). André representa os que aderem a Jesus (1,35-42) e encontram soluções na partilha. A soma dos cinco pães e dois peixes (= sete) revela o sentido da plenitude, proporcionada por Jesus. Ele tomou os pães, deu graças e distribui aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. A abundância do pão sacia a todos e ainda enche doze cestos, número que faz alusão à totalidade do povo e convida os discípulos a partilharem o dom da palavra e da eucaristia. Jesus é reconhecido como o profeta, o Messias esperado (Dt 18,15­-22), mas ao perceber que queriam proclamá-lo rei se dá conta do quanto estão longe de compreender o caminho que ele propõe e, que coincide com a lógica de Deus conforme se vê na primeira leitura. A missão profética de Eliseu suscita a partilha dos pães que garante o cumprimento da palavra do Senhor: Comerão e ainda sobrará. O salmista convida a voltar os olhos para o Senhor, que fornece o alimento com solicitude. Conforme a segunda leitura, as comunidades cristãs, no espírito de Jesus, perseveram na unidade, em um só corpo.

2. A palavra na vida

Em momentos de crise há sempre a tentação de pensar na solução que vem de fora, sonhamos com alguém que tenha o poder de nos dar uma resposta. O caminho de Jesus aponta para a força dos pequenos, inclusive para reivindicar políticas que direcionem aos pobres aquilo que a eles pertencem por direito: o dinheiro público.  O papa Francisco lembra que “as comunidades cristãs, através de múltiplas obras, vivem juntamente com os últimos e partilham suas situações e necessidades, frustrações e esperanças”.

3. A palavra na celebração

Neste domingo da multiplicação dos pães, o Senhor não nos manda embora sem comer, ao contrário, abençoa o pouco que trazemos e transforma em sacramento da sua e da nossa entrega.