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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

9 de agosto de 2015

Oferecemos abaixo um subsídio elaborado para auxiliar quem prepara as celebrações litúrgicas dominicais. Além do aprofundamento dos textos bíblicos, indicamos também a sua relação com a vida e o mistério celebrado.


1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Rs 19,4-8; Salmo 34(33);  Efésios 4,30-5,2; João 6,41-51

O evangelho continua o discurso sobre o pão da vida. Os ouvintes de Jesus começaram a murmurar porque ele dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. Durante a travessia no deserto, o povo murmurava por causa da falta de alimentos e não confiava em Deus, que proporcionava o maná (Ex 16,2s). As origens de Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe eram conhecidos, dificultam seu acolhimento como dom amoroso do Pai. O mistério da pessoa de Jesus, a Palavra que se fez carne (1,14), ultrapassa o conhecimento humano. A expressão eu sou (6,41.48) evoca a revelação do nome de Deus (Ex 3,14) e sublinha a origem divina de Jesus. A adesão a Jesus é dom do Pai: Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. A promessa que todos serão instruídos por Deus (6,45; cf. Is 54,13; Jr 31,33-34) realiza-se em quem ouve a palavra de Jesus e age de acordo com o seu projeto (cf. 1,18; 3,33). Jesus, o único que viu o Pai, conduz à vida eterna aqueles que acreditam. O maná que sustentou os israelitas prefigura o alimento oferecido por Jesus, o pão da vida. Jesus encarnou-se, assumiu a humanidade e se entregou como o verdadeiro alimento para a vida, que vence a morte. Assim, ele tornou-se o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (1,29). Na primeira leitura, Elias é fortalecido pelo Deus da libertação que escuta o clamor do oprimido (cf. Ex 3,7), alimenta e conduz a caminhada: Levanta-te e come! O salmista convida a provar e ver como é bom o Senhor. Na segunda leitura, o Cristo que nos amou e se entregou por nós renova em nós o amor, a bondade, a compaixão, o perdão mútuo.

 

2. A palavra na vida

A murmuração é uma atitude que não edifica porque é contra o bem comum e demonstra a falta de confiança presente na comunidade. Em última instância revela a falta de confiança em Deus, que age na história, pelas mãos daqueles que Ele escolheu.  Jesus é a prova mais contundente de que “é na fraqueza que Deus manifesta toda a sua força” (cf. 2Cor 12,7-10), pois quando parecia totalmente vencido pela morte, Deus o fez levantar da terra.

3. A palavra na celebração

Cada vez que nos reunimos para dar graças e repartir entre nós o pão e o vinho, renovamos nosso compromisso de sermos pão vivo repartido para a vida do mundo. Pela clara relação que há entre a  multiplicação dos pães e a eucaristia, justifica-se ainda mais o que a liturgia renovada pelo Concílio Vaticano II propõe com insistência:  que a matéria do sacramento seja realmente pão; que apareça com clareza aos olhos da assembleia a “fração do pão” e que toda assembleia participe do pão e do vinho na comunhão.