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30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

29 de outubro de 2017

O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a, mas os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem deve fazer a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há uma versão cantada: a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. Há ainda no final deste roteiro o rito da aspersão que sempre pode ser usado aos domingos no lugar do ato penitencial.


Domingo dos dois mandamentos. Escutamos de Jesus o mandamento do amor a Deus e ao próximo como um só mandamento e recebemos força para poder cumprir esta palavra em nossa vida.

Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta em todas as pessoas e grupos que testemunham, de diversos modos e meios, o amor a Deus e ao próximo.

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, busquem o Senhor e a sua força, procurem sem cessar a sua face.   (Sl 105, 3-4)

 

 

CHEGADA

1. Refrão meditativo Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.

Louvarei a Deus, a vida nos conduz.

 

RITOS INICIAIS

2. Canto de abertura

Exulte de alegria, H 3, p. 128,129; Oi, louvai o Senhor, ODC, p. 279; Deus chama a gente, ODC, p. 385.

 

Procissão, com a cruz e o lecionário

 

3. Sinal-da-cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

4. Saudação 

A graça e a  paz do Senhor Jesus estejam com vocês.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

5. Acolhida, sentido da celebração e recordação da vida

O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes,  introduz o sentido do domingo e convida a assembleia a lembrar fatos marcantes que são sinais da páscoa de Jesus na vida pessoal, na comunidade, no mundo...

Exemplo de como fazer:

É bom estamos aqui, neste dia de domingo, buscando reavivar o sentido das nossas vidas e das nossas lutas, na presença do Ressuscitado entre nós. Acolhemos com alegria as pessoas que estão nos visitando ou chegando em nossa comunidade (dizer nomes ou pedir que se apresentem...). Podemos trazer lembranças de pessoas e acontecimentos que estamos acompanhando ou que marcaram a semana que passou...

Deixar que as pessoas falem ou, se isso não for possível, deixar que equipe fale, ou até mesmo quem preside pode trazer algumas lembranças.

Terminando, quem preside, introduz o anto penitencial:

6. Ato penitencial

De coração contrito e humilde, invoquemos a compaixão do Cristo, e imploremos sobre nós o seu perdão:

Senhor que vieste, não para condenar, mas para salvar, tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Cristo, que acolhes quem confia em tua misericórdia, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós.

Senhor, que muito perdoas a quem muito ama, tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Deus todo amoroso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

Pode-se escolher outras formas de Ato penitencial, no livro de canto, ou no missal. Ou: No lugar do ato penitencial, pode-se fazer o rito da aspersão (Cf. abaixo)

7. Glória

8. Oração inicial

Deus, mãe de ternura,

aumenta em nós a fé, a esperança e a caridade. 

Dá-nos a graça de amar os teus mandamentos

e viver na alegria de tuas promessas. 

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

9. Primeira leitura - Êxodo 22, 20-26

Saindo da “casa da escravidão” do Egito, o povo de Israel procurou um novo modo de viver e de se relacionar. É neste contexto que foram elaborados os mandamentos que vamos escutar.

 

10. Salmo responsorial 18(17)     (H 3, p. 146-7)

Expressemos nosso amor e reconhecimento ao Senhor porque ele vem a nós, age em nosso favor e nos ensina a viver segundo a sua aliança.

 

Eu vos amo, ó Senhor,

sois minha força e salvação!

 

Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força,

minha rocha, meu refúgio e Salvador!

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,

minha força e poderosa salvação!

 

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,

sois meu escudo e proteção: em vós espero!

Invocarei o meu Senhor: a ele a glória;

e dos meus perseguidores serei salvo!

 

Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo!

E louvado seja Deus, meu Salvador!

Concedeis ao vosso rei grandes vitórias

e mostrais misericórdia ao vosso Ungido.

 

11. Segunda leitura - 1Tessalonicenses 1,5c-10

Paulo, fazendo memória da evangelização da comunidade dos tessalonicenses, continua sua ação de graças pela fidelidade destes cristãos e cristãs.

 

12. Aclamação ao evangelho - (H 3, p. 245)

Aleluia, Aleluia, aleluia, aleluia! (bis)

Eu te louvo, ó Pai santo,

Deus do céu, Senhor da terra:

os mistérios do teu reino

aos pequenos, Pai, revelas! 

 

13. Proclamação do evangelho - Mateus 22, 34-40

Escutamos uma outra disputa de  Jesus, desta vez com os fariseus, grupo radicalmente apegado à lei judaica e que, em nome da qual, tornava difícil a vida do povo, especialmente dos pobres.

 

O(a) leitor(a) se dirige à assembleia com esta saudação:

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós.

Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo...

Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui:

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

14. Homilia - Dicas para preparar a homilia , cf. abaixo:

Sugestão de como fazer:

O lugar que esta passagem do evangelho ocupa no plano do evangelho de Mateus - especialmente, sua proximidade com a páscoa -, permite afirmar que, para além de uma disputa com seus adversários, este ensinamento de Jesus tem algo de testamento e de legado para os seus discípulos. Jesus, ao propor dois mandamentos fundamentais, não pretende reduzir a lei ao mínimo - a tradição judaica contava 613 preceitos a serem observados! -, mas deseja apontar o eixo fundamental da lei, lembrando que sua íntima motivação é o amor.

A unidade dos dois mandamentos, entre o amor a Deus e o amor ao próximo, e suas relações profundas, apresenta-se como o ensinamento fundamental do Senhor, perpassando diversas passagens do evangelho, como, por exemplo, a parábola do juízo final. Aos olhos do Senhor, não apenas é falsa a oposição amor a Deus e amor ao próximo, fé e obras, oração e vida, como também é incompreensível a existência de um sem o outro. “Nunca a Escritura e a tradição cristã permitiram ao cristão desinteressar-se do humano, sob o pretexto de interessar-se unicamente por Deus. Nunca deixaram de indicar no serviço ao humano um modo de servir a Deus”. É ancorado nesta tradição que Santo Irineu, no século II, irá afirmar claramente: “A glória de Deus é a vida do homem”.

Esta centralidade do amor e da unidade entre o amor a Deus e o amor à humanidade transparece na reunião litúrgica. Celebramos porque amamos, e a liturgia é mais exercício de ternura do que de obrigação a Deus. Nela, os dois mandamentos são cumpridos e reunidos. Pois como entender a liturgia sem o amor aos irmãos e irmãs ali reunidos? E como entender a liturgia sem o amor e a atenção ao Deus que nos fala e manifesta sua generosidade para conosco? A assembléia, convocada pelo amor do Pai, realiza ao mesmo tempo um duplo movimento: unidos na caridade fraterna nos dirigimos a Deus como seus filhos adotivos. Por isso, ao nos reunirmos para celebrar, num dos nossos primeiros gestos, proclamamos liturgicamente a unidade entre os dois mandamentos e dizemos: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”.

 

16. Preces

Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo junto do Pai. Vamos nos unir à sua prece, dizendo:

Escuta-nos, Senhor.

- Ó Cristo, renova as comunidades cristãs na força do teu Espírito, para que testemunhem no mundo a paz e a unidade.

- Ó Cristo, amigo dos pobres, reúne os que estão dispersos e sem orientação, sustenta os abandonados, nós te pedimos.

- Liberta, Senhor, os prisioneiros, restitui a luz aos cegos, acolhe os órfãos e as viúvas, ouve o clamor do teu povo que sofre.

Preces espontâneas... Quem preside conclui:

Atende, as nossas preces e guia-nos em teus caminhos, tu que és nosso irmão e nosso Salvador. Amém.

17. Coleta de bens

É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta (escolher  no livro de canto).

Terminada a coleta, todos/as se levantam, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar. Quem preside, aproximando-se do altar, faz uma breve inclinação e dá início à ação de graças.

AÇÃO DE GRAÇAS

18. Convite à ação de graças

Quem coordena, faz o convite:

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação!

19. Oração de ação de graças

Quem coordena continua, proclamando a oração que segue (ou cantando, cf. abaixo):

Nós te damos graças, ó Deus da vida,

porque neste dia santo de domingo

nos acolhes na comunhão do teu amor

e renovas nossos corações com a alegria da ressurreição de Jesus.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Esta comunidade aqui reunida

recorda a vitória de Jesus sobre a morte,

escutando a sua Palavra e dando graças,

na esperança de ver o novo céu e a nova terra,

onde não haverá mais fome, nem morte, nem dor,

e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Com Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus

para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,

nós também nos alegramos com ele nesta mesa.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Envia sobre nós o teu Espírito, 

apressa o tempo da vinda do teu reino,

e recebe o louvor de todo o universo

e de todas as pessoas que te buscam.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus,

por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso... pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

20. Abraço da paz

Saudemo-nos, uns aos outros, com o sinal da reconciliação e da paz!

21. Rito da comunhão

Quem preside tomando nas mãos o prato com as hóstias diz:

Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede”.

Mostrando o pão consagrado:

Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!

Senhor, eu não sou digno(a)...

Teu Deus e Senhor amarás, H 3, p. 258-9; Se eu não tiver amor, H3, p. 370; Um cálice foi levantado, Revista de Liturgia, n. 105, p. 90.

Quem preside faz a oração do respectivo domingo no Dia do Senhor (ou no missal) . Ou a que segue.

 

22. Oração final

Ó Deus da vida,

o alimento e a energia que recebemos

nos fortaleçam e nos animem

para praticarmos os mandamentos

que hoje recebemos do Cristo Jesus.

Por quem te pedimos,

na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

RITOS FINAIS

23. Comunicações

24. Bênção

O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém.

O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável. Amém.

O Senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz. Amém.

Abençoe-nos o Pai, e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.

Graças a Deus.

 

 

 

 

 

__________________

Apêndice

 

RITO DA ASPERSÃO DA ÁGUA

 

Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que coordena convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. O(a) coordenador(a) faz a oração:

Deus de bondade e compaixão,

tu nos deste a irmã água, fonte de toda vida,

e quiseste que, por ela, recebêssemos

o batismo que nos consagra a ti.

Nós te bendizemos pela água benfazeja!

Renova, no mais profundo

de cada um (cada uma) de nós,

a fonte viva de tua graça,

para que, livres de todos os males,

possamos caminhar sempre em tuas estradas

e praticar aquilo que é agradável aos teus olhos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Aspersão dos fiéis enquanto se canta (no tempo comum e Pentecostes)

Lavados na fonte viva, / do lado aberto de Cristo,

transpomos, vitoriosos, / as portas do paraíso! (bis)

Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!        

Ao terminar a aspersão, quem preside conclui:

Que Deus, em sua misericórdia, nos liberte de todo o pecado, e nos conceda vida eterna. Amém.

Segue o ‘Senhor tem piedade de nós’ (podendo, neste caso, omitir o glória):

Senhor tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Cristo tem piedade de nós.

Cristo tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.           

 

Canto de ação de graças

(CD comep ação de graças no Dia do Senhor - faixa 18)

Este canto substitui a oração de ação de graças (cf. n. 18-19 acima:

C: O Senhor esteja com vocês.

T: Ele está no meio de nós!

C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T: É nosso dever e nossa salvação! 

1. Para nós é um prazer

bendizer-te, ó Senhor,

celebrar o teu amor

por Jesus teu bem-querer!

2. Te louvamos, ó Senhor,

pelo céu e pelos mares,

Pela terra e pelos ares,

criação do eterno amor!

3. Te louvamos, ó Senhor,

pela nossa humana história,

que revela tua glória,

teu poder libertador. (bis)

4. Te louvamos, ó Senhor,

 por Jesus teu Filho amado

Entre nós ressuscitado

do Reino servidor.

Quando há partilha de alimentos em vez de comunhão:

Dando graças relembramos,

 de Jesus em tantas ceias,

e com ele em nossa mesa

nós também nos alegramos

 

5. Teu Espírito congregue

tudo quanto está disperso;

tua Igreja em vida e verso

o teu reino manifeste!

 

6. Finalmente a nossa boca,

inspirada por teu Filho,

e seguindo o seu ensino,

o teu santo nome invoca:

T: Pai nosso... pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

DICAS PARA PREPARAR A HOMILIA

 

Seguindo o método da Leitura orante (ler, meditar, orar, contemplar), indicamos cinco passos para preparar a homilia:

1) Escolher um tempo durante a semana e um lugar onde seja possível o silencio... Antes de começar a leitura, invocar o Espírito Santo...

2) Ler os textos, começando pelo evangelho. Ler com atenção. Ler mais de uma vez. Prestar atenção nas personagens, sublinhar os verbos ou as palavras chaves. Se durante a leitura, se distrair, voltar pro começo. Ler também a primeira leitura, a segunda, o salmo.

3) Na leitura Deus se revela a nós em Jesus. Perguntamos o que Deus nos fala na Palavra: que boa notícia traz para a nossa vida e a vida de nossa comunidade? Que atitude pede de nós, que mudança de vida? A Palavra é espelho da nossa vida (autoconhecimento).

4) Silenciar por um momento diante do Pai, em oração. Agradecer pela luz que a sua palavra traz, ou pedir ajuda para compreendê-la melhor. Entrar no silêncio de Deus, Contemplar a sua presença manifestada em Jesus e na própria vida. Deixar que a Palavra lida e meditada ecoe no coração ao longo do dia e da semana. Abrir-se a novas atitudes, optar conscientemente por gestos concretos de amor, de doação suscitados pela Palavra.

5) Anotar os pontos que queremos desenvolver na homilia da comunidade e estar atentos/as ao que Espírito suscitar à medida que a Palavra vai crescendo dento do coração e na própria  conduta.

 Alguns cuidados que devemos ter ao preparar a homilia:

- Homilia não é palestra nem aula, é uma conversa; sua finalidade é “expor os mistérios da fé, que se referem à pessoa de Jesus” (cf. SC 51), partindo dos textos bíblicos e levando em conta a vida da comunidade.

- Homilia tem começo meio e fim. Nunca começar com algo que cause constrangimento e, ao terminar, buscar uma síntese, apontando para a boa notícia e exortando à conversão.  Evitar dar lição de moral.

- Falar pouco é regra preciosa, não mais de dez minutos, mas isso não significa empobrecer o conteúdo. É importante falar o essencial, usando uma linguagem acessível, coloquial.

- A homilia é parte integrante de toda a celebração, por isso nem começa e nem termina com sinal da cruz ou com “louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo”...

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