Prepare um espaço com cadeiras em circulo, coloque no centro sobre um tecido a bíblia e uma vela,
convide as pessoas para se juntarem [mantendo a necessária distância]. Alguém acende a vela.
Todos ficam em silêncio por algum tempo. A pessoa que vai presidir começa a celebração com os versos da abertura.

  1. ABERTURA
    Quem preside canta, los demais repetem fazendo o sinal da cruz enquanto canta o primeiro verso:
  • Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis)
  • Vem não demores mais vem nos libertar. (bis)
  • Venham adoremos, Cristo ressurgiu! (bis)
  • A criação inteira, o Senhor remiu. (bis)
  • Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis)
  • Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (Bis)
  • Aleluia, irmãs, aleluia irmãos. (bis)
  • Povo de sacerdotes, a Deus louvação. (bis)
  1. RECORDAÇÃO DA VIDA
    Neste domingo da confissão de Pedro, agradeçamos a Deus, por nos agraciar com o dom da fé em Jesus, e apontar o caminho para sermos fiéis no seu seguimento.

Quem coordena a celebração convida as pessoas a partilharem fatos da semana que passou, que são sinais da manifestação de Deus entre nós.

  1. SALMO 63(62)
    Expressemos nossa confiança e desejo de intimidade como o Senhor.

A minha alma tem sede de ti,
tal como a terra sedenta ó meu Deus.
Tu és, ó Senhor, o meu Deus
O meu ser tão sedento te anseia
A Minh ‘alma tem sede de Ti
Como terra sedenta e sem água.
Venho assim te louvar em tua casa
Para ver tua glória e poder
Teu amor vale mais do que a vida
E por isso meus lábios te louvam.
Quero, pois, te louvar pela vida
e elevar para Ti minhas mãos
A Minh ‘alma em Ti se agarra
Com poder tua mão me sustenta.

Oração silenciosa

  1. ORAÇÃO

Ó Deus, fonte de paz,
Tu, nos firmas em teu amor
e nos conduzes por tuas estradas!
Dá ao teu povo
a graça de viver sempre na veneração
e no amor do teu santo nome,
os que chamaste para a intimidade da aliança contigo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

  1. LEITURA DO EVANGELHO – Lucas 9,18-24
  • Uma pessoa da casa faça pausadamente a leitura:

Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Certo dia,Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele.
Então Jesus perguntou-lhes:” Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias;
mas outros acham que és algum dos antigos profetas
que ressuscitou”.Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.
Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes
e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim,esse a salvará”.

Palavra da Salvação.

  1. MEDITAÇÃO
  • Quem preside lê o texto abaixo e abre para a partilha do grupo:

A concentração de Jesus na oração assinala a aproximação de um momento decisivo.
Ele está pronto para confrontar seus seguidores e, numa espécie de resumo de sua atividade até agora, propõe
a pergunta que vem atormentando as plateias desde o início: Quem é este? Coloca a pergunta em dois tempos para que a resposta dos discípulos se destaque
sobre a opinião do povo. O que interessa para Jesus é saber o que os discípulos pensam a seu respeito. A pergunta é feita de tal modo que os discípulos
não podem contentar-se em escolher uma das opiniões espalhadas entre o povo. Jesus não pede uma opinião ou uma teoria, mas uma adesão pessoal, uma confissão de fé,
uma tomada de posição.Pedro compreendeu que Jesus não cabe nas categorias que se aplicam a João Batista ou aos profetas antigos.
Há neles algo de provisório que é ultrapassado por Jesus. Aplicando-lhe o título de messias, Pedro confessa que vê em Jesus não uma revelação provisória, mas a revelação
definitiva de Deus. Ele é o Cristo, isto é, o ungido e o escolhido de Deus. A resposta de Pedro é correta, mas pode ser interpretada erroneamente.
Por isso, Jesus pede silêncio, até que possa instrui-los sobre o verdadeiro significado de sua messianidade e já começa a fazê-lo com o primeiro dos anúncios da sua paixão (cf. Lc 9,44-45; 18,31-33).

Indica, dessa maneira, o seu destino como enviado de Deus e as consequências para os apóstolos e discípulos. A cruz fica implantada no caminho do seguimento do Cristo de Deus.
Cada discípulo e discípula deverão tomar sua cruz “cada dia”, renunciando o egoísmo, desistindo do controle sobre seu próprio caminho, abrindo-se aos caminhos de Deus.
Tomar a cruz não significa abnegação de si mesmo no método estreito de uma ascese que leva a inventar sacrifícios ou a curvar-se diante de qualquer sofrimento, justo ou injusto, mas como compromisso
com o sentido da vida e o destino do universo, razão para renunciar a interesses menores e superar o egoísmo.
Em nossa oração neste dia de domingo, acolhemos esta palavra que nos coloca diante da opção fundamental de seguir Jesus e compartilhar o seu destino.
É na mesma fé no Cristo de Deus, proclamada por Pedro, que nos reunimos a cada domingo. Cada vez que nos reunimos, fazemos memória e anunciamos a morte e a ressurreição de Jesus, não apenas como um fato passado,
mas como um acontecimento do presente, que nos insere nesta mesma dinâmica. Entrando em cheio no mistério do Cristo de Deus, que perdeu a sua vida, também nos dispomos a renunciar interesses pequenos e atender os apelos
daqueles que necessitam de nossa entrega.

  1. PRECES
    Invoquemos a Cristo, de quem procede todo o bem e peçamos com coração sincero:
    Escuta-nos, Senhor.
  • Anima, Senhor, a tua Igreja para que jamais se esqueça que é corpo de Cristo, que entregou a própria vida em defesa dos pequenos.
  • Ouve, Senhor, nossa oração.
  • Confiamos aos teus cuidados todas as pessoas que estão em processo de iniciação cristã, para que cresçam na adesão a Jesus e sejam iluminadas pelo seu evangelho.
    Ouve, Senhor, nossa oração.
  • Protege os defensores das terras e dos rios da Amazônia, das florestas e seu povo.
  • Preces espontâneas…

Quem preside conclui:
Nós te suplicamos, ó Cristo, tu que és nosso intercessor e Salvador, na unidade do Espírito Santo. Amém.

  1. PAI NOSSO
  • Quem preside faz o convite:
    Obedientes à palavra de Jesus, sob a inspiração do seu Espírito que ora em nós, rezemos com confiança: Pai nosso…
  1. ORAÇÃO

Ó Deus, tu chamas a humanidade inteira
à intimidade contigo e revelas a todos os seres
o mistério do teu nome e do teu amor.
A nós que nos reunimos para escutar tua palavra,
dá-nos a graça de uma fé verdadeira
em meio às contradições e lutas da vida.
Sobretudo, nós te pedimos a graça
de seguir os passos do teu filho Jesus
no seu amor radical por nós,
ele que perdeu sua vida para dar-nos vida,
bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

  1. BÊNÇÃO
    Que o Deus de toda consolação disponha na sua paz os nossos dias e nos bençoe, o Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

ORAÇÃO À MESA

Vem Senhor, à nossa mesa e dá-nos o vinho novo da tua presença. A nós que recebemos o dom da tua Palavra, concede a tua bênção sobre nós e estes alimentos e renove na humanidade a esperança de dias melhores.
A ti a glória pelos séculos. Amém.
Em nome do Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

A REVISTA DE LITURGIA!
Revista de Liturgia é um serviço de formação litúrgica destinada ao povo de Deus, especialmente às pessoas que atuam na pastoral litúrgica e nos diversos ministérios dentro da celebração. Traz artigos de excelente conteúdo e de fácil leitura, sobre diversos temas, sempre em sintonia com a pastoral litúrgica da Igreja no Brasil, em função da prática celebrativa das comunidade e da relação liturgia e catequese. 

Ir. PENHA CARPANEDO

Da congregação Pias Discipulas do Divino Mestre,membro da Rede Celebra.

Desenho : Ir. Kelly Oliveira

Da Congregação Pias Discipulas do Divino Mestre

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