Dia do Senhor

19º Domingo do Tempo Comum Ano B | 12 de agosto de 2018

1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Reis 19,4-8; Salmo 34(33); Efésios 4,30–5,2; João 6,41-51
Jesus continua o discurso sobre o Pão da Vida e seus interlocutores agora são um grupo mais específico de judeus, que murmuram porque ele dissera: “Eu sou o pão que desceu do céu”. A murmuração lembra os israelitas no deserto diante da escassez de alimento e água (Ex 16,2; 17,3), por falta de confiança na Palavra do Senhor (Sl 106,24-25). Jesus procede do Pai e faz conhecer a Deus pelo mistério da encarnação. Os que se aproximam de Jesus são atraídos pelo Pai. A esperança na ressurreição no último dia (6,44.54) é uma realidade vivida desde agora em Cristo, cuja vida encaminha para o Pai. O que anunciavam os profetas: “todos serão instruídos por Deus” (Is 54,13; Jr 31,33-34), realiza-se em Jesus, o Revelador do Pai à humanidade. Jesus vê o Pai (1,18; 12,45; 14,9) e quem o encontra vê Deus e tem a vida eterna. Ele insiste em dizer: “Sou eu o Pão da Vida” (6,35.48), o alimento que faz permanecer em Deus e trilhar o caminho na justiça e fraternidade. O maná que os pais comeram no deserto prefigura o verdadeiro pão dado pelo Cristo, Pão Vivo descido do céu. A vida de Jesus é doada em alimento: “O pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo”. “Carne” (palavra repetida seis vezes em 6,51-56) enfatiza que Jesus é a Palavra que se fez carne (1,14). Na leitura de 1Reis, Deus providenciou pão assado e água para o
profeta Elias, que comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias, alusão aos quarenta anos do povo hebreu no deserto, alimentado pelo maná e pela água tirada da rocha. A leitura aos Efésios propõe o exemplo de Cristo, que nos amou e deu sua vida por nós como oferenda agradável a Deus, como apelo para viver no amor, bondade, compaixão, perdão mútuo.

2. A palavra na vida
A entrega de Jesus é uma exigência para o discípulo. Compreender a palavra de Jesus sobre o pão significa aceitar trilhar a estrada que ele trilhou, tomar posição diante do mal que aflige o mundo, contribuir de alguma forma para que a vida prevaleça sobre a morte.

3. A palavra na celebração
Cada vez que nos reunimos na ação de graças e na partilha do pão, renovamos nosso compromisso de viver como irmãos, de dar a nossa parte para que a fome e a sede sejam saciadas, de criar uma comunidade em que as pessoas deem vida pelo perdão mútuo e pela solidariedade.

 

Texto:

Ir. Neusa Bresiani é pertencente a Irmãs Pias Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da Rede Celebra e contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.
Ir. Helena Ghiggi é pertencente a Irmãs Pias Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

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