Celebração da Palavra

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA | 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a, mas os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem prepara a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há uma versão cantada: a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. As músicas indicadas para outros momentos da celebração, são do repertório do Hinário Litúrgico, gravado pelas editora Paulus.

Há ainda no final deste roteiro o rito da aspersão que sempre pode ser usado aos domingos no lugar do ato penitencial.

Atenção: as breves introduções às leituras bíblicas não são para serem lidas durante a celebração mas apenas para ajudar quem vai preparar a celebração. A CNBB tem recomendado a não fazer comentário às leituras, certamente para focar a atenção na escuta da própria Palavra, que sendo bem proclamadas, dispensam comentários.

 


VOCÊ PODE ENCONTRAR ESTES ROTEIROS NOS LIVROS:

Livro Celebrando o Dia do Senhor – Tempo Comum ABC

Livro Dia do Senhor Rito da Celebração da Palavra

 

Domingo da confissão de Pedro e do caminho da cruz

23 de junho de 2019

Junto com Pedro, professamos que Jesus é o Cristo de Deus. Recebemos de Jesus o anúncio de sua paixão e o convite para segui-lo. Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se revela em todas as pessoas que renunciam à sua vida e a doam em favor dos outros.

 

 

  1. Refrão meditativo

Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.

Louvarei a Deus, a vida nos conduz.

 

  1. Canto de abertura e procissãocom a cruz e o lucernário.

Do seu povo ele é a força, H 3, p. 122; Fiquei, foi contente, ODC, p. 160 e H2, p. 53;  Todo o povo sofredor, H1, p. 15 sup.

  1. Sinal-da-cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

  1. Saudação

C: A paz do Senhor esteja com vocês.

T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo

  1. Acolhida, sentido da celebração – Recordação da vida

O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes,  introduz o sentido do domingo e convida a assembléia a lembrar fatos que são sinais da páscoa do Senhor, acontecendo hoje em nossa vida, na comunidade, no mundo…

  1. Rito da aspersão

Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que coordena convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. O(a) coordenador(a) faz a oração:

Deus de bondade e compaixão,

tu nos deste a irmã água, fonte de toda vida,

e quiseste que, por ela, recebêssemos

o batismo que nos consagra a ti.

Nós te bendizemos pela água benfazeja!

Renova, no mais profundo de cada um (cada uma) de nós,

a fonte viva de tua graça,

para que, livres de todos os males,

possamos caminhar sempre em tuas estradas

e praticar aquilo que é agradável aos teus olhos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Aspersão dos fiéis enquanto se canta:

Lavados na fonte viva,

do lado aberto de Cristo,

transpomos, vitoriosos,

as portas do paraíso!

Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!              

Ao terminar a aspersão, quem preside conclui:

Que Deus, em sua misericórdia, nos liberte de todo o pecado, e nos conceda vida eterna. Amém.

  1. Invocação a Cristo

C: Invoquemos a Cristo Senhor, confessando nossa fé na ressurreição e na vitória da cruz.

Senhor, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

C: Cristo, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós.

C: Senhor, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

  1. Glória
  2. Oração inicial

Ó Deus, fonte de paz,

tu nos firmas em teu amor

e nos conduzes por tuas estradas!

Dá ao teu povo

a graça de viver sempre na veneração

e no amor do teu santo nome,

os que chamaste para a intimidade da aliança contigo.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

  1. 1a leitura: Zacarias 12,10-11;13,1

O texto que vamos ouvir foi escrito no tempo em que a Palestina era dominada pelos gregos. O autor do livro olha para o futuro do povo e anuncia o dia em que o Senhor intervirá na história.

 

  1. Salmo de resposta 63(62) (H 3, p. 172-3)

Agradeçamos ao Senhor porque nos socorre em nossas fraquezas e peçamos que ele nos dê a graça de viver na intimidade do seu amor.

 

A minha alma tem sede de vós,

como a terra sedenta, ó meu Deus!

 

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!

Desde a aurora ansioso vos busco!

A minh’alma tem sede de vós,

como terra sedenta e sem água!

Venho, assim, contemplar-vos no templo,

para ver vossa glória e poder.

 

Vosso amor vale mais do que a vida,

e por isso meus lábios vos louvam.

Quero, assim, vos louvar pela vida

e elevar para vós minhas mãos!

A minh’alma será saciada

como em grande banquete de festa.

 

Cantará a alegria em meus lábios

ao cantar para vós meu louvor!

Para mim fostes sempre um socorro,

de vossas asas à sombra eu exulto!

Minha alma se agarra em vós,

com poder vossa mão me sustenta.

 

  1. 2a leitura: Gálatas 3,26-29

Escrevendo a uma comunidade que procurava sublinhar as diferenças entre as pessoas, Paulo faz a solene proclamação que ouviremos.

 

  1. Aclamação ao evangelho (H 3, p. 236)

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! (bis)

Eu chamei vocês de amigos,

quem nos diz é o Senhor.

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!

Porque eu lhes contei tudo

quanto o Pai me revelou.

 

  1. Evangelho: Lucas 9,18-24

Lucas narra este diálogo de intimidade entre Jesus e os apóstolos e nos anuncia o mistério de sua pessoa.

 

  1. Homilia

A concentração de Jesus na oração assinala a aproximação de um momento decisivo. Ele está pronto para confrontar seus seguidores e, numa espécie de resumo de sua atividade até agora, propõe a pergunta que vem atormentando as platéias desde o início: Quem é este? Coloca a pergunta em dois tempos para que a resposta dos discípulos se destaque sobre a opinião do povo. O que interessa para Jesus é saber o que os discípulos pensam a seu respeito. A pergunta é feita de tal modo que os discípulos não podem contentar-se em escolher uma das opiniões espalhadas entre o povo. Jesus não pede uma opinião ou uma teoria, mas uma adesão pessoal, uma confissão de fé, uma tomada de posição.

Pedro compreendeu que Jesus não cabe nas categorias que se aplicam a João Batista ou aos profetas antigos. Há neles algo de provisório que é ultrapassado por Jesus. Aplicando-lhe o título de messias, Pedro confessa que vê em Jesus não uma revelação provisória, mas a revelação definitiva de Deus. Ele é o Cristo, isto é, o ungido e o escolhido de Deus. A resposta de Pedro é correta, mas pode ser interpretada erroneamente. Por isso, Jesus pede silêncio, até que possa instrui-los sobre o verdadeiro significado de sua messianidade e já começa a fazê-lo com o primeiro dos anúncios da sua paixão (cf. Lc 9,44-45; 18,31-33). Indica, dessa maneira, o seu destino como enviado de Deus e as conseqüências para os apóstolos e discípulos. A cruz fica implantada no caminho do seguimento do Cristo de Deus. Cada discípulo e discípula deverão tomar sua cruz “cada dia”, renunciando o egoísmo, desistindo do controle sobre seu próprio caminho, abrindo-se aos caminhos de Deus. Tomar a cruz não significa  abnegação de si mesmo no método estreito de uma ascese que leva a inventar sacrifícios ou a curvar-se diante de qualquer sofrimento, justo ou injusto, mas como compromisso com o sentido da vida e o destino do universo, razão para renunciar a interesses menores e superar o egoísmo.

Na assembléia litúrgica, acolhemos esta palavra que nos coloca diante da opção fundamental de seguir Jesus e compartilhar o seu destino. É na mesma fé no Cristo de Deus, proclamada por Pedro, que nos reunimos a cada domingo. Cada vez que nos reunimos, fazemos memória e anunciamos a morte e a ressurreição de Jesus, não apenas como um fato passado, mas como um acontecimento do presente, que nos insere nesta mesma dinâmica. Entrando de cheio no mistério do Cristo de Deus, que perdeu a sua vida, também nos dispomos a renunciar interesses pequenos e atender os apelos daqueles que necessitam de nossa entrega.

 

  1. Profissão de fé
  2. Preces

C:  Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo junto do Pai. Vamos nos unir à sua prece, dizendo:

T: Escuta-nos, Senhor.

– Realiza tua promessa de paz a todos os povos, que se acabem os conflitos entre nações, que não haja discórdia nas famílias.

– Envia a força renovadora do teu Espírito sobre todas as Igrejas cristãs, para que testemunhem no mundo a alegria da ressurreição.

– Liberta, Senhor, os prisioneiros, restitui a luz aos cegos, acolhe os órfãos e as viúvas, ouve o clamor do teu povo que sofre a humilhação do desemprego e da miséria.

– Livra-nos, Senhor, de aceitar em nós qualquer atitude de discriminação por causa de raça, classe ou religião, e que possamos sempre reconhecer a dignidade de cada pessoa humana e de todas as tuas criaturas.

– Dá-nos viver este dia de domingo na alegria da convivência fraterna e na comunhão contigo.

Preces espontâneas…

Deus, nossa força e proteção, atende as nossas preces e guia-nos em teus caminhos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

  1. Coleta fraterna

É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta: muito suspiro por ti, CD Paulus,  liturgia VIII, faixa 10.

  1. Ação de graças

Terminada a coleta todos/as se levantam, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.

[Se houver comunhão eucarística, antes da ação de graças, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar].

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação!

Quem preside, faz a oração intercalando com o canto da assembleia:

Nós te damos graças, ó Deus da vida,

porque neste dia santo de domingo

nos acolhes na comunhão do teu amor

e renovas nossos corações com a alegria da ressurreição de Jesus.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Esta comunidade aqui reunida

recorda a vitória de Jesus sobre a morte,

escutando a sua Palavra e dando graças,

na esperança de ver o novo céu e a nova terra,

onde não haverá mais fome, nem morte, nem dor,

e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Envia sobre nós o teu Espírito.

Apressa o tempo da vinda do teu reino, e recebe o louvor

de todo o universo e de todas as pessoas que te buscam.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou: Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

  1. Abraço da paz

Saudemo-nos, uns aos outros, com o sinal da reconciliação, o abraço da paz!

Rito da comunhão – onde houver-  Canto (partilha do pão):

Quem quer me seguir, H 3, p. 280-1; Bendito seja Deus, ODC, p. 254. Quero cantar ao Senhor, H3, 291.

 

  1. Oração final

Ó Deus da compaixão, que nos reuniste hoje

para partilhar conosco o segredo do teu amor

e nos fortaleceste com a tua energia de vida,

acompanha nossos passos nesta nova semana,

para que tenhamos a graça de praticar

a palavra que escutamos e doar a nossa vida

pela causa do teu evangelho.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

Comunicações e avisos

 

  1. Bênção

O Senhor nos seja favorável, dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz. Amém.

Abençoe-nos o Pai, e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

 

 

_____________

 

Canto de ação de graças ( CD comep ação de graças no Dia do Senhor – faixa 18)

Este canto substitui a oração de ação de graças (cf. n. 19-20 acima:

C: O Senhor esteja com vocês.

T: Ele está no meio de nós!

C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T: É nosso dever e nossa salvação! 

  1. Para nós é um prazer / bendizer-te, ó Senhor,

celebrar o teu amor / por Jesus teu bem-querer!

  1. Te louvamos, ó Senhor, /pela nossa humana história,

que revela tua glória, /teu poder libertador. (bis)

  1. Bem unidos em Jesus, / um só corpo nós seremos,

nossa vida oferecemos /como ele fez na cruz!

  1. Teu Espírito congregue / tudo quanto está disperso;

tua Igreja em vida e verso / o teu reino manifeste!

  1. Ouve, ó Deus, nossa oração / pela humanidade inteira,

que nos livres da cegueira / da injustiça e da opressão.

  1. Também vamos recordar / nesta santa irmandade

quem já está na eternidade / tua face a contemplar.

  1. E um dia com teus santos, / com Maria, mãe de Cristo,

com prazer jamais previsto, /entoaremos nossos cantos!

  1. Finalmente a nossa boca, / inspirada por teu Filho,

e seguindo o seu ensino, / o teu santo nome invoca:

T: Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 


 

GOSTOU DESTE CONTEÚDO? ASSINE, RENOVE E DIVULGUE A REVISTA DE LITURGIA.

Assim, poderemos continuar evangelizando.

Assinatura Anual Impressa

Assinatura Anual Digital

Related Posts

Deixe uma resposta