10 de novembro de 2019

Autoras:
Ir. Neusa Bresiani é Pia Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da rede Celebra e contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.
Ir. Helena Ghiggi é Pia Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

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1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Macabeus 7,1-2.9-14; Salmo 17(16); 2Tessalonissenses 2,16 – 3,5; Lucas 20,27-38
Jesus está anunciando a Boa Nova no templo de Jerusalém (20,1), onde ocorre a revelação definitiva de sua identidade em vista da paixão iminente. Continua a controvérsia com os adversários, agora com os saduceus, que não acreditam na ressurreição. Eles questionam o Mestre Jesus baseados na lei mosaica do levirato, que mandava o irmão ou parente mais próximo do falecido sem descendência casar-se com a viúva (cf. Dt 25,5-10). A resposta de Jesus mostra a ressurreição como uma realidade nova, divina, onde a vida é eterna. Os que participam da ressurreição foram libertados da morte e vivem uma relação de comunhão filial com o Pai, a fonte da vida. Jesus apresenta a esperança na ressurreição, fundamentada no Deus que se revela como o Deus dos vivos. Se Ele é o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó não é um Deus de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele (20,37-38; cf. Ex 3,6). A fé na ressurreição dos mortos é uma realidade, que foi revelada progressivamente. No século II a.C., a esperança na ressurreição cresce e sustenta a resistência dos que lutam por liberdade e vida (1ª leitura). Os mártires macabeus testemunham a fé em meio às provações e confessam: O rei do universo nos fará ressurgir para uma vida eterna. A certeza que Deus reserva a vida eterna, aos que permanecem fiéis ao seu projeto, motivou a perseverança. Jesus, por ser a ressurreição e a vida (Jo 11,25), confirma e solidifica a fé e a esperança na plenitude da vida em Deus. A ressurreição, como dom do Senhor glorificado, é transmitida e professada no credo. Se a esperança em Cristo for limitada a esta vida somos os mais dignos de compaixão (1Cor 15,19). No salmo, a voz do inocente perseguido torna-se a de Cristo na paixão, na perspectiva cristã. A 2ª leitura impele a cumprir toda boa obra com esperança, consolados pela graça do Senhor obtida na oração.

2. Atualizando
Jesus é o caminho para a vida eterna, a comunhão filial com o Pai. A identificação com seu projeto faz vislumbrar o novo céu e a nova terra ainda nesta vida. Viver plenamente como filhos amados de Deus é a meta final da nossa esperança.

3. A palavra de Deus na celebração
Nesta celebração renovamos a certeza de quem nos reúne é o Deus vivo. Ele ressuscitou Jesus dos mortos e com certeza nos ressuscitará no último dia. Celebrar a eucaristia como memorial do sacrifício de Jesus, nos é revelado o sentido salvífico da cruz cotidiana e do mistério da ressurreição que renova a história e o universo. Professar que a vida é mais forte que a morte nos faz promotores da vida

4. Dicas e sugestões
À profissão de fé: após uma breve motivação de quem preside, a assembleia renova seu compromisso batismal diante da cruz ornada com a palma da vitória.

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