21 de abril de 2019

1. Compreendendo os textos: Atos 10,34a.37-43; Salmo 118(117); Colossenses 3,1-4; João 20,1-9; Lucas 24,13-35 (tarde)

No primeiro dia da semana, com a ressurreição de Jesus nasce nova criação, novo tempo para a humanidade que ainda está envolta em trevas. A comunidade acreditava na ressurreição no último dia (11,24) e percorre o caminho até chegar à fé em Jesus, ressuscitado pelo Pai. Jesus vence a morte para sempre e permanece na comunidade mediante o seu Espírito, que a conduzirá em toda a verdade (16,12-15). O discípulo amado por Jesus (13,25) viu e acreditou, reconhecendo os sinais da ressurreição. A adesão à Palavra do Senhor e a vivência do amor fraterno levam a trilhar o caminho da vida nova com esperança, em meio aos sinais de morte. Jesus ressuscita cumprindo as Escrituras (1Cor 15,4), revelando-se como o Senhor que oferece a vida plena a todos. A escuta da Palavra permite encontrar o Ressuscitado e anunciá-lo como Maria de Mágdala: Vi o Senhor (20,18). No relato dos discípulos de Emaús, Jesus ressuscitado explica as Escrituras e faz seus corações arderem novamente no caminho do seguimento e assim o reconhecem ao partir o pão. Dispostos a seguir o projeto do Messias, que entra na glória passando pelo sofrimento, os discípulos voltam a Jerusalém para serem testemunhas da ressurreição até os confins da terra (At 1,8). A leitura dos Atos apresenta Jesus como o Ungido de Deus, que passou fazendo o bem e curando os males. Morreu crucificado, mas ressuscitou e quem acredita nele faz a experiência da redenção em seu nome. Com o salmista, exultemos e alegremo-nos porque este é o dia que o Senhor fez para nós. A leitura aos Colossenses convida a seguir o caminho da vida nova: Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto.

2. A palavra na vida

Frente a uma sociedade marcada pela violência somos interpelados a testemunhar a ressurreição de Jesus pela palavra e pela vivência fraterna. Em Cristo ressuscitado, cremos que Deus está conduzindo o anseio de vida, justiça e paz da humanidade.

3. A palavra na celebração

Neste dia e nesta eucaristia é nosso dever e salvação bendizer o Pai, porque Cristo, nossa páscoa, foi imolado. Somos convidados a perder o medo, a vencer as incertezas, a abandonar o velho fermento da falsidade e da maldade.

 

Autoras:

Ir. Neusa Bresiani é Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da rede Celebra e contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.

Ir. Helena Ghiggi é Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

 

Revista de Liturgia Edição 272 – 50 anos de Medellín: A liturgia de uma Igreja pobre, a serviço dos pobres.

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