Reginaldo Veloso completou neste mês de maio 84 anos. No dia 19 de maio às 23h30, em Recife onde morava, fez a sua subida para a casa do Pai.


Nossos primeiros contatos com Reginaldo Veloso foram no início da década de 1980. Desde então inúmeras vezes se hospedou em nossa casa ainda
na Raposo Tavares. Trabalhamos com ele para a publicação de um caderninho intitulado “Cantar a Deus em terra estranha” [1986], que foi o esboço
do que viria a ser o Ofício Divino das Comunidades [1988] do qual também fizemos parte, da sua edição e divulgação, sobretudo da gravação das
respectivas músicas, para fazê-lo chegar ao povo das comunidades. Todo este trabalho foi feito em equipe, na qual Reginaldo tinha um papel
fundamental como músico e pastor sensível ao anseio de oração do povo.

Além disso, Reginaldo escreveu inúmeras vezes na Revista de Liturgia. A primeira em 1986, na edição de março/abril, sobre os prefácios
populares, versão e melodia de sua autoria. A última vez foi no ano passado [2021], na edição 286, julho/agosto, p. 29: a nosso pedido
ele completou o que faltava para os ofícios da festa de Maria Madalena: versões e melodias das antífonas, responsos e salmos.

Presbítero casado, poeta, compositor, Reginaldo Veloso foi um ser humano de extrema grandeza e de envergadura incomum, pautado pelo
evangelho e profundamente comprometido com a evangelização entre os pobres. Jamais recuou diante das muitas hostilidades sofridas e
se manteve fiel até o fim, como o Mestre. Transitava com igual entusiasmo e inteireza entre a militância política e a liturgia
celebrada com alegria e gratuidade. Evidenciava em tudo o que fazia uma visão pascal da vida, que a liturgia proclama e sustenta.
Seu legado, sobretudo como músico e cantor da Páscoa de Cristo na Páscoa do povo, é incomensurável.

Nossa imensa gratidão ao nosso querido irmão e amigo, ativista da paz, fruto da justiça e confessor da fé, Reginaldo Veloso.

Ir. M. da Penha Carpanedo, pddm

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