Eucaristia é a celebração mais plena e mais apropriada do Dia do Senhor, mas a escassez de ministros ordenados, leva muitas comunidades a se reunirem no domingo encontrando no tesouro da tradição litúrgica a celebração da Palavra para alimento da sua fé. A Palavra é celebrada como evento pascal, “pela ação íntima do Espírito que a torna operante no coração dos fiéis” [OLM, 9]

A CNBB tem incentivado a prática da celebração dominical da Palavra, e os bispos da América Latina e Caribe reunidos em Aparecida manifestaram todo o seu apreço por tais celebrações: apreço por tais celebrações: Com profundo afeto pastoral, queremos dizer às milhares de comunidades com seus milhões de membros, que não têm oportunidade de participar da Eucaristia dominical, que também elas podem e devem viver “segundo o domingo”(…) participando da celebração dominical da Palavra, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (cf. Jo 5,24-25) e na oração comunitária (cf. MT 18,20). [DA n. 253

A Celebração da Paixão do Senhor é a principal celebração neste primeiro dia do Tríduo. Tendo como referência simbólica das 15 horas, em horário favorável à participação da comunidade [não depois das 18h]. A Liturgia começa por um profundo silêncio e oração inicial e já passa para a escuta da Palavra cujo ponto alto é o relato da paixão. Encerra a Liturgia da Palavra a solene oração, que abrange a humanidade inteira. A Cruz, sinal do amor universal de Deus é levada processionalmente até ao altar, e apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã, que beija o instrumento da nossa reconciliação. Neste dia não celebramos a eucaristia, mas, nos é dada a comunhão no “Pão que dá a Vida” consagrado na quinta à noite, em estreita relação com a cruz gloriosa.


Além desta celebração principal, O Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia [DPPL] admite que sejam valorizadas expressões da piedade popular, desde que “correspondam ao espírito litúrgico do dia” [Paschalis Solenitatis (PS), n. 72]. Contudo, a orientação primeira é que se valorize o ofício divino, tanto na Sexta como no Sábado Santo, com a participação do povo (cf. PS, 40, 62 e 73). A indicação é que tais ofícios sejam sóbrios, realizados na igreja despojada [não na capela da reposição]. Nesta página há sugestão para os ofícios da manhã e do meio dia, conforme o Ofício Divino das Comunidades, tanto para a Sexta, como para o Sábado Santo. Com ofícios bem organizados em nossas comunidades, estaríamos oferecendo um precioso serviço aos “peregrinos” que visitam as Igrejas durante estes dias.
Em vez disso, muitas comunidades persistem em organizar grupos de adoração em plena sexta-feira santa, contrariando a norma que não prescreve tal prática neste dia [cf. PS n. 56]. Ou então, como tem sido muito comum, impõem costumes devocionais arcaicos, fora de contexto [“hibridismo distorcido” segundo o Diretório sobre piedade Popular e liturgia, n. 143) ignorando a oração da Igreja, com sua riqueza de salmos, de outros textos bíblicos e de orações que expressam de forma profunda o mistério celebrado neste dia.

Atenção:
É indispensável que a equipe se prepare para a celebração fazendo com um tempo de oração pessoal [veja proposta de retiro]. A pequena introdução a cada leitura é auxilio para a equipe na preparação, não deve ser lida no momento da celebração. No final deste subsídio, há um texto de meditação que lido na equipe ou pessoalmente pode ajudar cada um, cada uma se preparar interiormente para celebrar. “Depois da comunhão proceda-se à desnudação do altar, deixando a cruz no centro, com dois castiçais. Disponha-se na igreja um lugar adequado (por exemplo, a capela da reposição da eucaristia), para colocar ali a cruz, a fim de que os fiéis possam adorá-la, beijá-la e permanecer em oração e meditação” (PCFP, n. 71).

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Às 15 horas ou em horário mais favorável (não depois das 20h) a comunidade se reúne para a celebração da paixão. O altar deve estar sem toalhas.

  1. CHEGADA oração silenciosa
    Os ministros e ministras aproximam-se do altar, prostram-se ou ajoelham-se em silêncio… Quem preside faz a oração:
  2. ORAÇÃO DO DIA
    Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo,
    destruíste a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos.
    Concede que nos tornemos semelhantes ao teu Filho
    e, assim como trouxemos pela natureza
    a imagem do homem terreno,
    possamos trazer pela graça a imagem da nova criatura.
    Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
    Na liturgia da Palavra, seguir as leituras no lecionário dominical.
  3. PRIMEIRA LEITURA – Isaías 52,13-53,12
  4. SALMO RESPONSORIAL 31(30) – CD Paulus: Tríduo pascal I, Eu me entrego, faixa 11.
  5. SEGUNDA LEITURA HEBREUS 4,14-16;5,7-9
  6. ACLAMAÇÃO – CD Paulus, Tríduo pascal I, Salve, ó Cristo, faixa 12.
  7. RELATO DA PAIXÃO João 18,1-19,42
    A proposta que segue mescla partes cantadas e partes faladas. as partes cantadas com a mesma melodia do CD Paulus, Tríduo pascal I, faixa 13 ou 14. Pode-se criar um cenário, com os seguintes personagens:

    Narrador
    Cantores
    Jesus Judas
    Guarda – soldados Pilatos Autoridade
    Chefe sacerdotes Empregado Empregada
    Pedro
    Discípulos
    Discípulas
    Tratando-se de um texto bastante longo, a assembleia pode escutá-lo sentada. Depois da aclamação, o narrador, da estante da Palavra, anuncia cantando:
    Narrador: Anúncio da paixão e morte do Senhor, que padeceu por nós, morreu por nosso amor.
    Que padeceu por nós, morreu por nosso amor.

1a CENA: A prisão (Jo 18,1-12)

Jesus está com seus discípulos orando.

Cantores:
Naquele tempo, Jesus com seus discípulos
atravessou o riacho do Cedron,
entrou com eles num jardim que lá havia,
e foi ali o começo da paixão.
Judas vai chegando com os soldados.
Jesus já havia estado ali com seus discípulos
e também Judas conhecia o lugar.
Chegou então com lanternas e com armas,
tropas e guardas e com ordem de o levar.
Jesus se levanta e sai ao encontro dos inimigos.

Jesus: Quem é que vocês estão procurando?

Soldados: “Jesus de Nazaré”.

Jesus: Sou eu.

Quando Jesus disse “Sou eu”, Judas e os soldados recuam e caem no chão.

Jesus: Quem é que vocês estão procurando?

Soldados: Jesus de Nazaré.

Jesus: Já lhes disse que sou eu. Se vocês estão me procurando, deixem que os outros vão embora.
Narrador: Era para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não perdi nenhum daqueles que me deste”. Como Simão Pedro tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um empregado do chefe dos sacerdotes, e cortou-lhe a orelha direita. O nome do empregado era Malco.

Jesus se dirige a Pedro:

Jesus: “Guarda a espada na bainha.
Por acaso eu não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Os soldados se dirigem a Jesus para prendê-lo:

Cantores:
Então a tropa, o comandante e os guardas,
obedecendo uma ordem recebida,
lançaram mão e prenderam a Jesus.
De mãos atadas, a Anás foi conduzido
.

Assembleia:
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais,
olhai, dizei, quem neste mundo sofreu mais?

2a CENA: Jesus diante do poder religioso (Jo 18,13-27)
Pedro e o outro discípulo acompanham Jesus à distância. Jesus se coloca diante de Anás e a narradora prossegue:
Narradora: Anás era sogro de Caifás, chefe dos sacerdotes naquele ano. Caifás era quem tinha dado este conselho aos judeus: “É preciso que um homem morra pelo povo”.
Simão Pedro e o outro discípulo seguiam a Jesus. Esse discípulo era conhecido do chefe dos sacerdotes e entrou com Jesus no pátio do chefe dos sacerdotes. Mas Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do chefe dos sacerdotes, saiu, conversou com a porteira e levou Pedro para dentro. A empregada que tomava conta da porta perguntou a Pedro:
Empregada: Você também não é um dos discípulos desse homem?

Pedro: Eu não.

Narradora: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se esquentando, porque fazia frio. Pedro ficou junto com eles se esquentando. Então o chefe dos sacerdotes interrogou Jesus a respeito dos discípulos e do seu ensinamento.
Jesus: Eu falei às claras para o mundo. Eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Não falei nada escondido. Por que é que você está me interrogando? Pergunte aos que ouviram o que falei a eles. Eles sabem o que eu disse.
Narradora: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que estava ali deu uma bofetada nele.

Guarda: É assim que você responde ao chefe dos sacerdotes?

Jesus: Se falei mal, mostre o que há de mal. Mas se falei bem, por que você me bate?

Narradora: Então Anás enviou Jesus amarrado a Caifás, chefe dos sacerdotes. Simão Pedro, de pé, ainda estava lá se esquentando.

Empregada: Você também é um dos discípulos dele?

Pedro: Eu não!

Narradora: Então um dos empregados do chefe dos sacerdotes, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:

Empregado: Será que eu não vi você no jardim com ele?

Pedro: Não sou.

Narradora: E, na mesma hora, o galo cantou.

Cantores:
Mandam Jesus ao governador romano.
chegaram lá era bem de manhãzinha,
mas não entraram, evitando a impureza.
Comer a páscoa assim impuros não queriam.

Assembleia:
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais,
Olhai, dizei, quem neste mundo sofreu mais?

3a CENA: Jesus diante do poder político (Jo 18,28-19,16)

Narradora: Então Pilatos saiu para fora e conversou com eles:

Pilatos: Que acusação vocês apresentam contra esse homem?

Autoridades: Se ele não tivesse feito nenhum mal, não o teríamos trazido até aqui.

Pilatos: Tomem-no vocês mesmos e o julguem de acordo com a lei de vocês.

Autoridade: Nós não podemos condenar ninguém à morte.

Narradora: Era para cumprir o que Jesus tinha dito, significando o tipo de morte que devia morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou:

Pilatos: Tu és o rei dos judeus?

Jesus: Você está dizendo isso por você mesmo, ou foram outros que lhe disseram isso a meu respeito?

Pilatos: Por acaso eu sou judeu? O teu povo e os chefes dos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?

Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui.

Pilatos: Então tu és rei?

Jesus: Você está dizendo: eu sou rei. Por isso eu nasci e por isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz.

Pilatos: O que é a verdade?
Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus:

Pilatos: Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe um costume: que eu lhes solte alguém na páscoa. Querem que eu lhes solte o rei dos judeus?
Então começaram a gritar de novo:

Autoridades: Ele não! Solte Barrabás!

Narradora: Barrabás era um bandido. Então Pilatos tomou Jesus e o mandou flagelar. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. E o vestiram com um manto vermelho. Aproximavam-se dele e diziam:

Soldados: Viva o rei dos judeus!

Narradora: E lhe davam bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:

Pilatos: Veja, eu o trago a vocês, aqui fora, para que saibam que não encontro nele nenhuma culpa.

Narradora: Então Jesus veio para fora. Trazia a coroa de espinhos e o manto vermelho.

Pilatos: Aqui está o homem.

Chefes e guardas: Crucifica-o! Crucifica-o!

Pilatos: Levem vocês mesmos e o crucifiquem, porque eu não encontro nele nenhum crime.

Autoridades: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se diz filho de Deus.

Narradora: Pilatos, ouvindo essas palavras, ficou com mais medo, entrou outra vez no palácio e disse a Jesus:

Pilatos: De onde és tu?

Jesus ficou calado.

Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?

Jesus: Você não teria nenhuma autoridade sobre mim se ela não lhe fosse dada do alto. Por isso, quem me entregou a você tem um pecado maior.

Narradora: Por causa disso, Pilatos se esforçava para soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

Autoridades: Se soltar esse homem, você não é amigo de César. Todo aquele que se faz rei, se declara contra César.

Narradora: Ouvindo essas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e o fez sentar-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico, Gábata. Era o dia da preparação da páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus.

Pilatos: Aqui está o rei de vocês.

Autoridades: Fora! Fora! Crucifica-o!

Pilatos: Mas eu vou crucificar o rei de vocês?
Os chefes dos sacerdotes: Não temos outro rei senão César.

Cantores:
Então, Pilatos entregou Jesus à morte.
Jesus saiu carregando a grande cruz,

foi ao “lugar da caveira”, assim chamado.
Entre outros dois crucificaram a Jesus.

Assembleia:
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais,
olhai, dizei, quem neste mundo sofreu mais?

4a CENA: Condenação e morte (Jo 19,17-30)

Narradora: Pilatos mandou escrever um letreiro e colocá-lo na cruz.
Estava escrito: “Jesus Nazareno, o rei dos judeus”. Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os chefes dos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas: ‘O rei dos judeus’, mas coloca: ‘Este homem disse: Eu sou o rei dos judeus’”.

Pilatos: O que escrevi, está escrito.

Narradora: Quando crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. E deixaram de lado a túnica; ela era sem costura, tecida com uma peça única de alto a baixo. Então eles combinaram: “Não vamos repartir a túnica. Vamos tirar a sorte, para ver de quem será”. Isso era para que se cumprisse a Escritura que diz: “Repartiram entre si a minha roupa e tiraram sorte sobre a minha túnica”.
E foi assim que os soldados fizeram. A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas e Maria Madalena estavam junto à cruz. Jesus viu sua mãe e o discípulo que ele amava, de pé, ao lado dela. Disse à sua mãe:

Jesus: Mulher, aí está o seu filho.

Narradora: Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava terminado, para acabar de cumprir a Escritura, disse:

Jesus: Tenho sede.

Narradora: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram uma esponja, empapada de vinagre numa vara, e aproximaram a esponja da boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:

Jesus: Tudo está consumado.

Narradora: E inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Breve silêncio – inclinando ou ajoelhando-se.

Assembleia:
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais,
olhai, dizei, quem neste mundo sofreu mais?

5a CENA: Sepultamento (Jo 19,31-42)

Narradora: Era o dia da preparação da páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era muito solene para eles.
Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos crucificados para que os tirassem da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro, que estavam crucificados com ele. Então se aproximaram de Jesus e, vendo que já estava morto, não quebraram as pernas dele. Mas um soldado atravessou o seu lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água. E aquele que viu, dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro. E ele sabe que diz a verdade, para que também vocês creiam. Aconteceu isso para se cumprir a Escritura que diz: “Não quebraram nenhum osso dele”. E uma outra passagem que diz: “Verão aquele que transpassaram”.

José de Arimateia era discípulo de Jesus, mas às escondidas, porque ele tinha medo dos judeus. Depois disso, ele foi pedir a Pilatos para tirar o corpo de Jesus, e Pilatos deu autorização. Então ele foi e tirou o corpo de Jesus. Nicodemos também foi. Nicodemos era aquele que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe quase trinta quilos de uma mistura de mirra e resina aromática. Então eles pegaram o corpo de Jesus e o cobriram com panos de linho e com aromas, do jeito que os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim. E no jardim havia um túmulo onde ninguém tinha sido sepultado. Então, por causa do dia da preparação para a páscoa e porque o túmulo estava perto, aí colocaram Jesus.

Assembleia:
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais,
olhai, dizei, quem neste mundo sofreu mais?

Cantores:
Considerai, ó meu povo, qu’inda hoje
de Jesus Cristo continua a paixão
em todo ato de amor e de coragem,
em todo gesto de cuidado e compaixão.

Terminado o relato da paixão a assembleia permanece em silêncio. Só então quem preside dá início à oração universal que encerra a liturgia da Palavra.

  1. ORAÇÃO UNIVERSAL
    A oração universal faz-se do seguinte modo: um/a ministro/a, da estante da Palavra propõe a intenção. Todos rezam em silêncio. Quem preside, da cadeira, diz a oração:Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranquila, para sua glória.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Deus eterno e todo-amoroso que em Cristo revelaste a tua glória a todos os povos, vela sobre a obra do teu amor. Que a tua Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o teu nome. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelo Papa. O Senhor nosso Deus, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Deus pastor eterno, que dispuseste todas as coisas com sabedoria, protege com amor o papa N, para que o povo cristão que governas por meio dele possa crescer na fé e no testemunho. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelo nosso bispo N e por todos os bispos, pelos presbíteros e diáconos, pelos animadores e animadoras das comunidades e por todo o povo fiel.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Deus fonte de todo o bem, que santificas e governas pelo teu Espírito todo o corpo da Igreja, concede o dom da tua graça para que todos os ministros do teu povo te sirvam com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelos catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações para que, ao receber o batismo, sejam fiéis seguidores de Jesus Cristo.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Deus de terna compaixão, que por novos nascimentos tornas fecunda a tua Igreja, aumenta a fé e o entendimento dos catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados entre os teus filhos adotivos. Por Cisto, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos por todos os que creem no Cristo, que o Senhor os reúna e conserve na unidade da sua Igreja.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Deus bondoso e fiel, que reúnes o que está disperso e conservas o que está unido, vela sobre os teus filhos e filhas. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelos judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
  • Ó Deus, promessa de paz, fizeste aliança com Abraão e seus descendentes. Escuta as preces da tua Igreja, reafirma a unidade das duas alianças e multiplica as tuas bênçãos sobre o povo judeu, conduzindo-o pelo caminho da paz. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelos que não creem no Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da salvação.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
    Deus fonte de misericórdia, dá aos que não creem no Cristo buscar com sinceridade de coração e, chegar ao conhecimento da verdade. Faze que sejamos para eles testemunhas da tua caridade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
    Ó Deus, puseste no coração de toda pessoa o desejo de te procurar. Dá aos que buscam a verdade, a graça de descobrir-te como Deus vivo e amigo da humanidade. Faze de nós, que cremos, testemunhas do teu amor fiel. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos pelos que governam, para que se deixem conduzir pelo Espírito de Deus.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
    Ó Deus, tu revelas tua salvação a todos os povos, faze que os dirigentes das nações as governem com justiça. Que todos os habitantes da terra vivam em liberdade e sejam respeitados como teus filhos e filhas. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • Oremos a Deus, para que expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes e refugiados, repatrie os exilados e livre o nosso mundo de todo mal.
    Reza-se em silêncio. Quem preside diz:
    Deus eterno e todo-amoroso, consolação dos aflitos e força dos que labutam. Cheguem a ti as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da tua misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • ADORAÇÃO DA CRUZ
    Quem preside vai até a porta principal toma a cruz na mão, acompanhado(a) por acólitos(as) com velas acesas. De lá até o altar, ergue por três vezes a cruz, cantando:
    Eis o lenho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo.
    Vinde, adoremos!
    Cada pessoa se aproxima para beijar a cruz em sinal de reverência e adesão ao mistério do amor que em Jesus venceu a morte.
    Cantos – CD Paulus, Triduo pascal I: Meu Deus que te fiz eu, faixa 16; Cruz fiel, faixa 17. Vitória tu reinarás; povo meu que te fiz eu?
    Não havendo comunhão passa-se daqui para a oração, n. 11.
  • RITO DA COMUNHÃO
    Estende-se uma toalha e coloca-se o corporal, quem preside ou outro ministro traz do lugar da reposição [pelo caminho mais curto] a reserva eucarística e a coloca sobre o altar, estando todos de pé, em silêncio. Quem preside se aproxima do altar e diz:
    Irmãs e irmãos, rezemos com amor e confiança a oração que Jesus nos ensinou:
    Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
    Quem preside, mostrando o pão consagrado diz:
    Felizes os convidados para a ceia do Senhor.
    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
    Senhor, eu não sou digno(a)…
    Canto – CD Paulus, Tríduo pascal I: Prova de amor, faixa 18.
  • ORAÇÃO
    Ó Deus que nos renovaste
    pela santa morte e ressurreição do teu Cristo,
    conserva em nós o teu amor
    para que consagremos ao teu serviço
    todas as nossas energias.
    Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
  • ORAÇÃO SOBRE O POVO
    Que a tua bênção, ó Deus,
    desça abundante sobre o teu povo
    que acaba de celebrar a morte de teu Filho,
    na esperança de sua ressurreição.
    Venha o teu perdão, seja dado o teu consolo,
    cresça a fé verdadeira e a libertação se confirme.
    Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
    Todos se retiram em silêncio.

Roteiro tirado do Dia do Senhor, Rito da Celebração da Palavra vol 1

Roteiro preparado: Penha Carpanedo
Congregação Discípulas do Divino Mestre,
Redatora da revista de liturgia
www.revistadeliturgia.com.br
membro da Rede Celebra.

Adquira o livro:

Dia do Senhor: Rito da Celebração da Palavra,

Paulinas Volume 1.

Contem roteiros para a

Celebração dominical da Palavra

durante todo o ano litúrgico.

www.apostoladolitúrgico.com.br

Desenho: Claudio Pastro

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