Celebração da Palavra

RITO DA CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA | 17º Domingo do Tempo Comum ano B

Domingo da multiplicação dos pães

O Senhor não nos deixa ir embora sem comer. Abençoa o pouco que temos e multiplica nosso alimento.

1. RITOS INICIAIS

CHEGADA
Enquanto as pessoas vão chegando, o(a) animador(a) do canto vai ensaiando as músicas, sobretudo a parte da assembléia, e o faz de tal maneira que já vai criando um clima de oração. Momentos antes da celebração, a assembléia pode ser convidada a se preparar pelo silêncio ou através de um refrão meditativo, por exemplo: “Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está”. O refrão termina bem baixinho, o silêncio se prolonga e só então se anuncia o canto de abertura.

• CANTO DE ABERTURA E PROCISSÃO
Acolhe os oprimidos, H3, p. 123; Eis, meu povo, o banquete; Fiquei foi contente, ODC , p. 160.
Entram em procissão os acólitos com o incenso, a cruz e as velas. Também o leitor, com o livro das leituras, e o coordenador ou coordenadora da celebração…

• SINAL-DA-CRUZ

• SAUDAÇÃO
C: A paz do Senhor esteja com vocês.
T: O amor de Cristo nos uniu.

• ACOLHIDA, SENTIDO DA CELEBRAÇÃO E RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) animador(a), ou quem preside, com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes.
Introduz o sentido do domingo e convida a assembléia a lembrar fatos que são sinais da páscoa do Senhor, acontecendo hoje em nossa vida, na comunidade, no mundo…

• ATO PENITENCIAL

• HINO DE LOUVOR

• ORAÇÃO INICIAL
Ó Deus, nossa força e nossa esperança,
tu santificas as nossas vidas
com a ternura do teu Espírito.
Derrama sobre nós a tua misericórdia
para que, guiados e conduzidos por ti,
pratiquemos a justiça na terra
e testemunhemos firmemente o teu reino.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Ou:

Ó Deus, tu sustentas as criaturas do universo inteiro,
e as necessidades dos teus filhos e filhas
não te são indiferentes.
Tu sempre sacias os famintos e abres
nossos corações e nossas mãos para a partilha.
Dá-nos a graça de repartir o que temos,
o que somos, nosso tempo e nossa energia,
para que a tua bondade permaneça
em nossa terra de geração em geração.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

2. LITURGIA DA PALAVRA
As introduções das leituras que seguem, é mais uma ajuda para a equipe que vai preparar a celebração. Melhor não fazer tais introduções na celebração. Sugerimos que se cante um refrão antes de começar as leituras:
Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor.
Lâmpada para meus pés e luz, luz para o meu caminho. (bis)

• 1a LEITURA: 2Reis 4,42-44
O povo contou, de Eliseu, muitas coisas que já se contava do grande profeta Elias. Um continuava a missão do outro. Em um tempo em que a pobreza e a fome na região do campo eram muito grandes, contava-se a história que vamos ouvir e acolher, agora, como palavra de Deus para nós.

• SALMO DE RESPOSTA 145(144) (H 3, p. 158-159)
Ao cantar este salmo, renovemos a nossa confiança no Deus que quer vida e fartura para o seu povo.

Saciai vossos filhos, ó Senhor.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder!

Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam,
e vós lhes dais no tempo certo o alimento.
Vós abris a vossa mão prodigamente
e saciais todo ser vivo com fartura.

É justo o Senhor em seus caminhos,
é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
de todo aquele que o invoca lealmente.

• 2a LEITURA: Efésios 4,1-6
Paulo se encontra no cativeiro e partilha com a comunidade de Éfeso os frutos de sua meditação sobre a fé em Jesus Cristo. Vamos ouvir o que o Senhor nos fala por meio dessas palavras.

– Aclamação ao evangelho (H3, p. 226)
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!
Um grande profeta surgiu entre nós,
e Deus visitou o seu povo sofrido,
um grande profeta surgiu entre nós,

• EVANGELHO: João 6,1-15
Neste e nos próximos domingos, vamos ouvir o relato de João sobre a multiplicação dos pães e o seu significado na vida dos que seguem Jesus.

– Proclamação do evangelho
Enquanto se canta a aclamação o leitor se desloca para proclamar o evangelho: se inclina diante do altar e reza em silêncio:

Purifica, Senhor, meu coração e meus lábios,
para que eu anuncie dignamente o teu evangelho.

Se o evangeliário estiver sobre o altar, os acólitos tomam as velas e acompanham o trajeto do leitor, levando o livro do altar para a estante. Caso contrário, depois de rezar diante do altar, o leitor, acompanhado pelos acólitos, vai diretamente à estante, abre o livro e saúda a assembléia dizendo:

L: O Senhor esteja com vocês.
T: Ele está no meio de nós.
Fazendo o sinal-da-cruz no livro, na fronte, na boca e no peito, anuncia:
L: Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
T: Glória a vós Senhor.
Incensa o livro, proclama o evangelho e conclui a proclamação, dizendo:
L: Palavra da salvação.
T: Glória a vós, Senhor.
Mostra o livro para a assembleia, que se inclina num gesto de adesão à Palavra.

• PARTILHA DA PALAVRA – dica para a homilia
– Para concluir a meditação
Jesus atravessa o mar da Galileia, lugar dos pobres, região mantida por latifundiários que moram na corte de Herodes. Ele sobe ao monte, estando próxima a páscoa dos judeus. A multidão se aproxima e Jesus se revela como sinal do amor generoso de Deus.
Com os critérios da sociedade torna-se impossível saciar a fome dos pobres. O poder público lida com grandes somas, mas nunca direciona esses recursos para resolver o problema do povo. É preciso mobilizar e descobrir a força que se encontra no meio dos pobres. Jesus usa os pães dos pobres (menino), sem criar dependência do dinheiro. Tropeça na mentalidade dos que persistem nas categorias do poder e o querem como rei, benfeitor que lhes assegure a vida.
Quantas vezes vemos grupos se organizarem com um mínimo de estrutura. Cooperativas surgem do nada e se desenvolvem com o esforço suado dos seus membros. Ao invés da confiança no dinheiro, aposta-se na eficácia da solidariedade que se apóia na partilha generosa, que faz crescer em dignidade e autonomia. Ao contrário, há projetos que se sustentam com muito dinheiro. O risco do monopólio e da dominação de uns sobre os outros, nestes casos, é muito maior e nem sempre os resultados são proporcionais aos recursos empregados.
Na celebração, comendo o pão à mesa do Senhor, realiza-se para a comunidade reunida o milagre da multiplicação dos pães e chama à missão para vencer a fome no mundo. Acolhemos Jesus como aquele que se põe a serviço e nos ensina o caminho de Deus.

– Da palavra à refeição

Vamos dar graças a Deus e repartir entre nós o pão consagrado, memória viva do corpo do Senhor. Que esta comunhão nos firme no caminho da partilha e da consagração ao reino.

• PROFISSÃO DE FÉ

• PRECES
C: Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo junto do Pai.
Vamos nos unir à sua prece, dizendo:
T: Escuta-nos, Senhor.
– Realiza tua promessa de paz a todos os povos, que se acabem os conflitos entre nações, que não haja discórdia nas famílias.
– Envia a força renovadora do teu Espírito sobre todas as Igrejas cristãs, para que testemunhem no mundo a alegria da ressurreição.
– Ouve, Senhor, o clamor do teu povo que sofre a humilhação do desemprego e da miséria.
– Liberta os prisioneiros, restitui a luz aos cegos, acolhe os órfãos e as viúvas.
Preces espontâneas…
C: Deus, nossa força e proteção, atende as nossas preces e guia-nos em teus caminhos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

3. AÇÃO DE GRAÇAS E RITO DA COMUNHÃO

• COLETA FRATERNA
É o momento de trazer donativos ou oferta em dinheiro para as necessidades da comunidade, enquanto a assembléia canta: Utopia; Quem disse que não somos nada; Os cristãos tinham tudo em comum…

• DA PALAVRA À REFEIÇÃO
O(a) animador(a) convida a assembléia a se aproximar do altar. Vejam em cada domingo o convite para passar “Da palavra à refeição”. Alguém traz o pão consagrado e o coloca sobre o altar. Todos fazem uma breve inclinação.

Demos graças a Deus que se revela na fragilidade do pão. Esta nossa participação no corpo do Senhor é sinal de que queremos compartilhar o seu estilo de vida feito de serviço e de solidariedade, no compromisso da fé.

Vós sois o caminho, a verdade e a vida,
o pão da alegria descido do céu.

• ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS
O(a) coordenador(a), ocupando o lugar no altar, convida a assembléia para o louvor:

C: O Senhor esteja com vocês!
T: Ele está no meio de nós!
C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!
T: É nosso dever e nossa salvação!

C: Nós te damos graças, ó Deus da vida,
porque neste dia santo de domingo
nos acolhes na comunhão do teu amor
e renovas nossos corações
com a alegria da ressurreição de Jesus.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Esta comunidade aqui reunida
recorda a vitória sobre a morte,
escutando a tua Palavra e repartindo o pão,
na esperança de ver o novo céu e a nova terra,
onde não haverá fome, nem morte, nem dor,
e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Por este sinal do corpo do teu Filho,
expressamos nosso desejo de corresponder
com mais fidelidade à missão que nos deste
e invocamos sobre nós o teu Espírito.
Apressa o tempo da vinda do teu reino,
e recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Toda a nossa louvação chegue a ti
em nome de Jesus, por quem oramos
com as palavras que ele nos ensinou:

T: Pai nosso…, pois vosso é o reino,
o poder e a glória para sempre.

• ABRAÇO DA PAZ
A: Irmãos e irmãs, por sua morte e ressurreição, o Cristo nos reconciliou! Neste mesmo gesto, vamos transmitir uns aos outros a alegria da reconciliação, através do abraço da paz!

• RITO DA COMUNHÃO
C: Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida.
Quem vem a mim nunca mais terá fome
e o que crê em mim nunca mais terá sede”.
Mostrando o pão consagrado:
Eis o Cordeiro de Deus,
aquele que tira o pecado do mundo!
T: Senhor, eu não sou digno(a)…
Partilha do pão consagrado – canto: ver em cada domingo.
– Canto (partilha do pão)
Senhor, a fome no mundo, H 3, p. 268; A mesa tão grande, ODC, p. 391; Bastariam dois pães e dois peixes, H 3, p. 344; Nós te damos muitas graças, ODC, p. 269; O Senhor poderoso, ODC, p. 218.

– Oração final
Ó Deus, pelo amor fiel de Jesus,
tu nos conduziste da morte à vida
e nos deste a alegria da partilha.
Dá-nos o teu Espírito para que possamos
vencer todo individualismo e toda injustiça.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

– Gesto simbólico
Após a comunhão, pode haver partilha de pão para todos, sobretudo para as crianças e demais pessoas que não participaram da mesa eucarística.

4. RITOS FINAIS

• COMUNICAÇÕES

• BÊNÇÃO
C: O Deus da paz, que nos deu a alegria de celebrar este domingo, guarde-nos em seus caminhos, e nos abençoe, ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

A: Vamos em paz e, ao longo de toda esta semana,  bendigamos ao Senhor.
T: Graças a Deus.

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