Dia do Senhor

14° Domingo do Tempo Comum Ano B | 8 de julho de 2018

1. Aprofundando os textos bíblicos: Ezequiel 2,2-5; Salmo 123(122); 2Coríntios 12,7-10; Marcos 6,1-6
Jesus veio para sua pátria, Nazaré, no interior da Galileia, acompanhado de seus discípulos. Sua atuação
na sinagoga manifesta que ele é o Mestre e Salvador, mas que ainda não é reconhecido como Filho de Deus, de onde lhe vêm os poderes revelados em suas palavras e ações. Muitos ouvem Jesus, maravilhados, conhecem os prodígios que acontecem por suas mãos, porém necessitam reconhecer sua força salvadora capaz de suscitar vida diante da morte (5,21-43). A esperança centrada num Messias poderoso, triunfal, dificultava acolher Jesus Cristo, um pobre artesão que cresceu na menosprezada Nazaré (Jo 1,45). Perseguido e rejeitado por causa da fidelidade ao Pai, Jesus será proclamado
como o profeta de Nazaré na Galileia (Mt 21,11). Em sua própria terra, Jesus experimentou a indiferença de seus concidadãos e até da própria família: Não há profeta sem honra senão em sua pátria, em sua parentela e em sua casa. Os simples (Mt 11,25-26) acolhem Jesus como o Messias/Cristo, que vem para servir e dar a sua vida por todos (Mc 10,45), formando sua nova família (3,31-35).
Entre seus concidadãos, Jesus não pôde fazer prodígios, pois faltava a disposição necessária para acolher a salvação. Sobre os enfermos, os que reconhecem nele o agir de Deus, Jesus impõe as mãos, curando-os. Jesus continua firme a missão de levar a Boa Nova a todos. O profeta Ezequiel é chamado para falar em nome de Deus aos exilados na Babilônia (3,12-15). O salmista levanta os olhos para o Senhor, como os escravos que esperam a libertação. Paulo, na leitura de 2Coríntios, fala das tribulações sofridas como meio de experimentar a humildade e a glória com Cristo, a força de sua graça.

 

2. A palavra na vida 
É preciso crer na força transformadora da mensagem profética de Jesus e na sua presença libertadora. A rejeição faz parte da sorte dos profetas e profetisas a serviço da justiça de Deus, que continuam doando a vida para um mundo novo, como Oscar Romero, Irmã Dorothy.

 

3. A palavra na celebração
Alimentados e nutridos pelo Senhor nesta eucaristia, renovamos nossa missão profética, assumida no Batismo. Mais do que nunca, o mundo precisa de pessoas de fé e coragem, para que a Boa Nova seja anunciada.

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