ANTES DA CELEBRAÇÃO

1. Leitura orante dos textos bíblicos

Ler, primeiro, o Evangelho, de Mateus 16,13-19,e conversar sobre o que chamou a atenção no texto. Em seguida, ler a primeira leitura, de Atos 12,1-11, o salmo responsorial, Sl 34(33),e a segunda leitura, de 2Timóteo 4,6-8.17-18. A partir disso, observar: como esses textos estão combinando com o Evangelho? E, também, como a leitura desses textos pode ser enriquecida com os elementos verbais e não verbais neste domingo?

2. Para ajudar na compreensão dos textos

Jesus chega a Cesareia de Filipe, cidade da Galileia, e ali pergunta aos seus discípulos: “o que o povo diz que eu sou?”. O nome de profetas, como Jeremias, aponta para o destino de Jesus. Mas Jesus quer saber o que os discípulos acham sobre ele. E Pedro faz, então, a enfática profissão de fé, semelhante à de Marta no Evangelho de João (11,27). Essa fé é um dom do próprio Deus: “não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu”. É desde esse lugar da plena adesão a Jesus pela graça de Deus que Pedro participará da solidez da pedra, Cristo, que fundamenta o novo povo de Deus, a Igreja. Pedro participa da missão de Jesus porque, antes, participou de sua Páscoa. Na 1ª leitura, numa Igreja em pé de testemunho, Pedro é preso nos dias dos ázimos, como aconteceu com Jesus, e tal como ocorreu com os israelitas na noite da libertação, é convidado a levantar-se depressa, colocar o cinto e calçar as sandálias para sair em travessia pascal. Também Paulo (2ª leitura), preso e abandonado por alguns companheiros, prestes a dar o seu testemunho, compreende o seu martírio como a suprema oferta de si mesmo e como culminância do seu ministério, reconhecendo-o como pura graça de Deus, que o libertou da boca do perseguidor (leão).

3. Perspectiva para a homilia

Mais do que obras, a contribuição destes dois apóstolos está na totalidade com que viveram o discipulado de Jesus. O papa Francisco, na homilia da festa em 2021, bem o expressa: “Pedro e Paulo oferecem-nos a imagem de uma Igreja colocada em nossas mãos, mas conduzida pelo Senhor; uma Igreja frágil, mas forte com a presença de Deus; uma Igreja libertada que pode oferecer ao mundo aquela libertação que ele, sozinho, não se pode dar a si mesmo: a libertação do pecado, da morte, da resignação, do sentimento da injustiça, da perda da esperança que embrutece a vida das mulheres e dos homens do nosso tempo. Interroguemo-nos: quanta necessidade de libertação têm as nossas cidades, as nossas sociedades, o nosso mundo? Quantas correntes devem ser quebradas e quantas portas trancadas devem ser abertas! Podemos ser colaboradores desta libertação, mas só se, primeiro, nos deixarmos libertar pela novidade de Jesus e caminharmos na liberdade do Espírito Santo”.

NA CELEBRAÇÃO

1. CHEGADA – Cantos de Taizé

O nosso olhar se dirige a Jesus,

o nosso olhar se mantém no Senhor.

2. Canto de abertura

Procissão, com a cruz e o livro da Palavra. Canto – CD Paulus, festas II: Canta meu povo, faixa 15;  CD Paulus, festas II: Com Pedro e com Paulo, faixa 20.

3. Sinal da cruz e saudação 

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

A graça e a  paz do Senhor Jesus estejam com vocês.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

4. Sentido da celebração

O(a) animador(a), ou quem preside, com breves palavras, introduz o sentido do domingo:

Recordamos hoje duas colunas angulares da Igreja: Pedro e Paulo. A história de cada um está marcada, não pelas suas habilidades, mas pelo encontro com Cristo que lhes mudou a vida. Fizeram a experiência de um amor que os curou e os libertou de suas fragilidades. Agradeçamos a Deus em comunhão com a Igreja de Roma, que, no passado, foi testemunha do seu martírio. Lembramos Francisco, bispo da Igreja de Roma, todos os pastores e servidores das comunidades de todas as Igrejas cristãs.

Se for o caso alguém da equipe ou a própria assembleia pode lembrar  fatos marcantes da semana como sinais da páscoa do Cristo acontecendo na história.

5. Ato penitencial -CD Paulus, festas II, faixa 16.

De coração contrito e humilde, invoquemos a compaixão do Cristo, e imploremos sobre nós o seu perdão. [breve silêncio]

– Senhor, tem piedade dos corações arrependidos.

Tem piedade de nós, tem piedade de nós.

– Jesus, tem piedade dos pecadores tão humilhados!

– Senhor, tem piedade dos quem tem sede de justiça.

Deus de terna compaixão de nós, tenha piedade de nós, nos dê seu perdão e a sua paz. Amém.

6. Glória-CD Paulus, partes fixas, faixa 9-14.

7. Oração do dia

Oremos ao Senhor… [breve silêncio]

Ó Deus, tu nos dás a alegria de festejar

o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.

Dá-nos a graça de seguir em tudo

o ensinamento destes apóstolos

que nos deram os fundamentos da fé,

para que sejamos, nós também,

testemunhas do teu nome.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

8. Primeira leitura –At 12,1-11

9. Salmo responsorial – 34(33) 

CD Paulus, festas II: De todos os temores, faixa 17.

10. Segunda leitura – 2Tim 4,6-8.17-18

11. ACLAMAÇÃO – CD Paulus, festas II, faixa 18.

Aleluia, aleluia, tu és Pedro, aleluia! (bis)

És a rocha firme, Cristo escolheu

quando a Simão Pedro disse: “Eu te darei

do meu reino as chaves, eis a minha Igreja,

sobre esta rocha edificarei!”

ou:

Aleluia.

Tu és Pedro e sobre esta pedra * edificarei a minha Igreja,

e os poderes do reino das trevas * jamais poderão contra ela.

12. Evangelho Mateus 16,13-18

13. Homilia

14. Creio

15. Preces

Oremos a Cristo que edificou sua Igreja sobre o alicerce dos apóstolos e oremos.

– Ó Senhor, escuta a nossa prece.

– Tu que rezaste por Pedro, para que sua fé não desfalecesse, firma na fé e no testemunho a tua Igreja.

– Tu que escolheste Paulo para anunciar o teu nome a todas as nações, dá-nos inteligência e autenticidade no anúncio do evangelho.

– Tu que confiaste a Francisco bispo de Roma, o ministério de presidir na caridade as Igrejas, concede a ele saúde e força nas dificuldades.

Preces espontâneas… Quem preside conclui:

Atende as nossas preces, tu que és nosso Salvador. Amém.

16.  Coleta fraterna

É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta – CD Paulus, festas II:  Quem nos separará, faixa 19.

17. Ação de graças

Terminada a coleta todos/as se levantam, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.

[Se houver comunhão eucarística, antes da ação de graças, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar].

Quem preside, faz a oração intercalando com o refrap da assembleia:

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação!

Nós te bendizemos Senhor Deus do universo,

por Jesus, a Testemunha fiel

e por todas as testemunhas da fé, que sustentam a Igreja.

Bendito sejas, Senhor, nosso Deus.

Hoje te agradecemos pelos apóstolos Pedro e Paulo.

Pedro, escolhido entre os apóstolos como fundamento da Igreja,

foi o primeiro a proclamar a fé,

construindo a primitiva Igreja sobre a herança de Israel.

Paulo, o grande apóstolo do Evangelho,

abriu a herança de Israel a todos os povos.

Unidos pela coroa do martírio

recebem hoje a nossa veneração.

Com eles nós te bendizemos.

Bendito sejas, Senhor, nosso Deus.

O universo inteiro te bendiz e a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

18. Abraço da paz

Saudemo-nos, com o sinal da reconciliação e da paz!

Não havendo comunhão, passa-se daqui, para a oração final (n. 20).

19. Comunhão

Quem preside diz:

Relembrando de Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado, nós também nos alegramos com ele nesta mesa.

E tomando nas mãos o pão consagrado, acrescenta:

Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede.  Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

Senhor, eu não sou digno(a)…

Canto de comunhão – ODC: Bendito seja Deus, p. 254; Vão mundo a fora, Salmo 34, p. 58, refrão,4.

Ou: “Bendito seja Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo”.

Silêncio…

20. Oração

Renovados por esta celebração,

dá-nos a graça, ó Deus da vida,

de perseverar na fé dos apóstolos,

consagrando toda a nossa vida na missão que nos confiante,

em comunhão com todos os que creem em ti.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Comunicações e avisos

21. Bênção

O Deus da consolação nos dê a graça de viver em fraterna alegria e ajuda mútua e nos abençoe, o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

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Roteiro preparado: Penha Carpanedo
Congregação Discípulas do Divino Mestre,
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