Dia do Senhor

18º Domingo do Tempo Comum Ano B | 5 de agosto de 2018

1. Aprofundando os textos bíblicos: Êxodo 16,2- 4.12-15; Salmo 78(77); Efésios 4,17.20-24; João 6,24-35
Depois da “multiplicação dos pães” e de “caminhar sobre as águas” (6,1-21), Jesus proclama o longo discurso sobre o Pão da Vida (6,22-59). A multidão procura Jesus sem compreender o sentido dos sinais que realiza; precisa encontrá-lo novamente mesmo que a motivação seja porque comeram pão e saciaram a fome. Jesus convida a trabalhar pelo alimento que permanece para a vida eterna, alimento que oferece como Pão Vivo. O Pai assinalou o Filho com seu selo, o consagrou e o enviou ao mundo (10,36) para dar a vida. Jesus trabalha nas obras daquele que o enviou (9,4) e revela Deus como
Pai, seu amor compassivo. As pessoas percebem um novo horizonte de esperança com Jesus e querem trabalhar nas obras de Deus, agir conforme o seu projeto. Jesus mostra que a obra de Deus necessária consiste em crer naquele que ele enviou. A adesão a Jesus, o Enviado do Pai, leva a configurar a vida a partir dele, no empenho por um mundo mais humano e justo. O maná prodigioso do deserto é anúncio das dádivas de Deus na era messiânica, Jesus, o pão de Deus que desce do
céu e dá vida ao mundo. O pedido do povo: “Senhor, dá-nos sempre deste pão” lembra a súplica da mulher samaritana que busca a verdadeira água que sacia a sede de vida plena (4,15). “Sou eu o Pão da Vida”, revela Jesus, o Pão que sacia plenamente e proporciona a participação na própria vida de Deus. A leitura do Êxodo apresenta o maná como o alimento providenciado por Deus, para sustentar a caminhada do povo no deserto. O salmo canta as maravilhas do Senhor, que alimentou o povo no deserto com o maná e o fez chegar à terra prometida. A leitura aos Efésios mostra que a vida cristã
implica deixar-se instruir conforme a verdade de Jesus, para revestir-se do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade da verdade.

2. A palavra na vida
A experiência vital com Jesus e a identificação com seu projeto conduzem a viver e a trabalhar por um mundo mais humano e justo.

3. A palavra na celebração
Na celebração, acolhemos o amor de Deus que se manifesta em todo gesto de partilha e de solidariedade. Que ao comungar no sacramento do seu corpo, nos tornemos corpo vivo de Cristo.

 

Texto: 

Ir. Neusa Bresiani é discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da Rede Celebra e
contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.
Ir. Helena Ghiggi é discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

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