Dia do Senhor

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

18 de novembro de 2018
1. Aprofundando os textos bíblicos: Daniel 12,1-3; Salmo 16(15); Hebreus 10,11-14.18; Marcos 13,24-32
O ponto central do chamado “discurso escatológico” (cap.13) é o anúncio da vinda gloriosa do Filho do
Homem, sinal de esperança para os discípulos odiados por causa do nome de Jesus (13,13). O desafio das comunidades cristãs era perseverar na fidelidade a Jesus Cristo, naqueles tempos de grande tribulação causada especialmente pela Guerra Judaica e a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém pelo exército romano no ano 70 (13,14-23). Jesus se identificou como o Filho do Homem (14,62), figura que evoca a ação libertadora de Deus diante dos impérios opressores (Dn 7,1-14). Ele vem de Deus para instaurar o Reino definitivo da verdade, justiça, paz. Em meio à escuridão ver o Filho do Homem chama a reconhecê-lo como o grande sinal de salvação, que ilumina o mundo para com a glória de sua ressurreição. Reunirá seus eleitos provenientes de todos os povos e unificará, na comunhão com Deus. Aprendei com a parábola da figueira, cujas folhas novas anunciam a chegada do verão, a estar atentos aos sinais da presença de Deus que deseja a vida digna e plena do ser humano. Minhas palavras não passarão, permanecem como apelo a trilhar o caminho na fidelidade ao Senhor, aguardando com esperança a manifestação plena do seu Reino, como salienta também a parábola do porteiro que
vigia a casa (13,34). Daniel salienta a presença de Deus que intervém na história humana através da figura de Miguel, para defender o povo oprimido. O salmo é uma oração de confiança ao Senhor da vida, que não deixa a morte triunfar no justo. A leitura aos Hebreus sublinha que Cristo com a única oferenda de sua vida levou à perfeição definitiva os que ele santifica.

2. A palavra na vida
Não nos iludamos com a grandeza dos que ostentam poder. A plenitude está por vir, enquanto isso cuidemos de viver intensamente cada momento da vida.

3. A palavra na celebração
Na oração eucarística invoca-se o Espírito sobre o pão e o vinho, para que sejam transformados no corpo do Senhor e igualmente invoca-se o Espírito sobre a Igreja reunida, para que também ela, ao comungar do corpo e sangue do Senhor, se transforme em corpo de Cristo.

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