13 de dezembro de 2020

1. Aprofundando os textos bíblicos:
Isaías 61,1-2a.10-11; Salmo (Lc 1,46-54); 1Tessalonicenses 5,16-24; João 1,6-8.19-28

João Batista aparece no meio do prólogo do evangelho (1,6-8), entre a Palavra na criação
e a vinda da Palavra ao mundo mediante a Encarnação. Ele é enviado por Deus para “dar
testemunho da Luz” que é Jesus (8,12). A finalidade da missão: “Para que todos creiam por
meio dele”, desperta a fé para a mudança radical e o testemunho de vida. João reconhece
o Messias, “aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas”, a tradição sobre
Jesus, que vem de Nazaré (1,19-51). Uma delegação oficial de Jerusalém investiga a atuação
de João, pois ele atraía multidões pela fidelidade radical a Deus e a seu projeto. João
Batista confessa que não é o Cristo, nem Elias (Ml 3,1.23) ou o Profeta (Dt 18,15),figuras
messiânicas esperadas no judaísmo. O Precursor de Jesus se apresenta como a “voz que clama
no deserto: aplanem o caminho do Senhor” (Is 40,3), retomando a profecia libertadora para
preparar o povo em busca de liberdade e vida digna. O batismo com água é sinal de transformação
e compromisso com um mundo novo de justiça e fraternidade. João anuncia o Cristo, o Ungido do
Pai que oferece a vida em plenitude: “Ele está no meio de vós”, mas ainda desconhecido. A atividade
de João Batista prepara o caminho de Jesus e se alegra com sua vinda e presença no meio da humanidade
(3,22-36). “João batizava do outro lado do Jordão”, lugar que relembra a passagem do Jordão no fim
do Êxodo (Js 3), preparando o povo de Deus para passar à vida nova na Terra Prometida. A profecia
do Terceiro Isaías “transborda de alegria no Senhor”, porque o Espírito impulsiona a levar a Boa Nova
aos pobres, a proclamar o “ano sabático”. O salmo é o cântico de Maria que exalta o Deus
misericordioso, por seu agir a favor dos pequenos em fidelidade à aliança. A leitura de 1Tessalonicenses
convida a viver a espera do Senhor animados pelo Espírito que faz exercer a profecia, estar sempre
alegres, orar sem cessar, dar graças por tudo, discernir o que é bom e afastar-se da maldade.

2. A palavra na vida
A alegria é motivada pelo amor de Deus que vem a nós na encarnação de seu Filho Jesus, a Luz da vida que
vence as trevas da morte e nos leva a aplainar o caminho através de gestos centrados no amor compassivo,

3. A palavra na celebração
Demos graças a Deus nesta Eucaristia, reconhecendo que se realizou para nós o anuncio da libertação.

Autoras:

Ir. Neusa Bresiani é Pia Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da rede Celebra e contribui
no serviço da formação litúrgica nas comunidades.
Ir. Helena Ghiggi é Pia Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

Acompanhe o Salmo do 3º DOMINGO DO ADVENTO- ANO B

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