Dia do Senhor

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO -A 2020

Preparando o Dia do Senhor

30 de agosto de 2020

Ir. Neusa Bresiani é Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da rede Celebra e contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.

Ir. Helena Ghiggi é Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Jeremias 20,7-9; Salmo 63(62); Romanos 12,1-2; Mateus 16,21-27
    “A partir desse momento, Jesus começou” (4,17; 16,21) a explicar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Em Jerusalém, cidade que mata os profetas (23,29-39), Jesus morre de forma violenta no confronto com o sistema político e religioso. Os três anúncios da paixão (16,21; 17,22-23; 20,17-19) revelam que a morte de Jesus entra nos desígnios do Pai como consequência de sua atuação libertadora. Mas a ressurreição será a palavra final do Pai por sua dedicação total ao Reino e pela entrega da vida. Pedro manifesta a incompreensão dos discípulos diante das palavras do Mestre, que rompem a perspectiva de um messianismo de poder e dominação. “Vai para trás de mim” na condição de discípulo obediente à Palavra. “Satanás” é o adversário do Reino, que tenta desviar Jesus da fidelidade ao seu projeto de salvação (4,1-10). “Pedra de tropeço por não pensar de acordo com Deus”. A comunidade dos discípulos, iluminada p
    ela paixão/ressurreição, compreenderá o sentido da “cruz”, assumida radicalmente por Jesus para servir a humanidade. O caminho indicado por Jesus mostra que o sofrimento faz parte da vida cristã: Se alguém quiser vir após mim renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. O seguimento proporciona “salvar a vida por causa de Jesus”, na entrega gratuita a Deus e na solidariedade com os irmãos vítimas de violências e injustiças. O Filho do Homem glorioso dará “a cada um de acordo com as suas obras” (25,31-46). O profeta Jeremias confia no Senhor e permanece fiel à sua Palavra, diante das tribulações: Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir! A leitura aos Romanos ressalta que os cristãos, transformados pela misericórdia divina, oferecem suas vidas como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, agindo conforme a sua vontade.
  2. A palavra na vida
    Neste tempo difícil que vivemos, é decisiva a escuta atenta da Palavra que nos leva a não conformar-se com as injustiças e opressões deste mundo, mas a colaborar para que a vida prevaleça sobre a morte.

  3. A palavra na celebração
    Em nossa celebração façamos nossa a prece do salmista que busca auxílio e proteção no Senhor, como terra deserta e sem água.

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