18 de agosto 2019


O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a, mas os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem deve fazer a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. A melodia da ação de graças encontra-se no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. No final deste roteiro há também o rito da comunhão para as comunidades que costumam inserir a comunhão eucarística na celebração dominical da Palavra. Neste caso não se faz partilha de alimentos: antes do Pai nosso, se coloca sobre o altar o pão consagrado e se faz o rito de comunhão. Há ainda no final deste roteiro o rito da aspersão que sempre pode ser usado aos domingos no lugar do ato penitencial.


RITO DA CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA

– Sentido da celebração
Cantamos as maravilhas que o Senhor fez por nós, porque, fazendo Maria passar da morte à vida, nos deu o sinal da vitória de toda a humanidade pela ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta em todas as pessoas e grupos que são sinais de uma humanidade nova.

 

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CHEGADA
1. REFRÃO MEDITATIVO
Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.
Louvarei a Deus, a vida nos conduz.

RITOS INICIAIS

2. CANTO DE ABERTURA – Ó povos, venham todos, ODC, p. 43, refrão 5; Celebrai, celebrai ao Senhor, ODC, p. 212; De alegria vibrei no Senhor, H 4, p. 169.

Procissão, com a cruz e o lucernário.

3. SINAL-DA-CRUZ
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

4. SAUDAÇÃO
A paz do Senhor esteja com vocês.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

5. ACOLHIDA, SENTIDO DA CELEBRAÇÃO E RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes, introduz o sentido do domingo e convida a assembléia a lembrar fatos marcantes que são sinais da páscoa de Jesus em nossa vida, na comunidade, no mundo…

6. ATO PENITENCIAL
Senhor que vieste, não para condenar, mas para salvar, tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.
Cristo, que acolhes quem confia em tua misericórdia, tem piedade de nós.
Cristo, tem piedade de nós.
Senhor, que muito perdoas a quem muito ama, tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.
Deus todo amoroso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

No lugar do ato penitencial, pode-se fazer o rito da aspersão, no final deste roteiro

7. GLÓRIA

8. ORAÇÃO INICIAL
Ó Deus, que fizeste Maria participar
da páscoa de Jesus, teu filho,
faze que todo o teu povo passe
das sombras da morte à claridade da tua luz.
Dá-nos tua força para vencer a humilhação
de uma vida sem sentido
e esperar sempre em tuas promessas.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

LITURGIA DA PALAVRA
9. PRIMEIRA LEITURA – Apocalipse 11,19a;12,1-6a.10ab
Escutando esta história, escrita para animar a resistência das primeiras comunidades em tempo de perseguição, vemos um sinal de Maria e de sua páscoa.

10. SALMO RESPONSORIAL – Salmo 45(44) (Mel.: Nas águas do Jordão)
Cantando este salmo, nós bendizemos a Deus que ficou ao lado da mulher perseguida pelo dragão, e pedimos que o Senhor venha em socorro do seu povo em sua luta contra o sofrimento.

Cheia de graça a rainha está
à vossa direita, ó Senhor.

À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.
As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
com veste esplendente de ouro de Ofir.

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o Rei se encante com vossa beleza!

Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!”
Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio do rei.

11. SEGUNDA LEITURA – 1Coríntios 15,20-27a
A mais antiga profissão de fé da Igreja primitiva se traduzia na expressão: “Cristo morreu e ressuscitou”. Escutando esta leitura da Carta aos Coríntios, procuremos o que nos ajuda a celebrar melhor a festa de hoje.

12. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

– Aclamação ao evangelho
Aleluia, aleluia! (bis)
Deus te salve, ó Maria,
virgem mãe do Salvador,
mãe do filho do Altíssimo
Jesus, Cristo Senhor. (bis)
Ou:
Aleluia, aleluia, aleluia!
Alguém do povo exclama
como é grande, ó Senhor,
quem te gerou e alimentou!
Jesus responde, ó mulher, para mim é feliz
quem soube ouvir a voz de Deus
e tudo guardou.

Revista de Liturgia Edição 272 – 50 anos de Medellín: A liturgia de uma Igreja pobre, a serviço dos pobres.

13. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Lucas 1,39-56
O(a) leitor(a) se dirige se dirige à assembleia com esta saudação:
O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós.

Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:
Anúncio da boa-nova de Jesus Cristo segundo…
Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui dizendo:
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

14. HOMILIA – para quem prepara a homilia
A visita de Maria a Isabel e o seu cântico de ação de graças faz parte do evangelho da infância, narrado pelo evangelista Lucas, no qual ele projeta a deslumbrante luz da ressurreição. De fato, no centro da cena está Jesus, a quem Isabel chama de “meu Senhor” que é título divino de Jesus após a ressurreição. O cântico de Maria, interpretando a vinda de Jesus, proclama o socorro de Deus em favor de seu servo Israel a quem ela é símbolo, em contraste com os que são mandados embora de mãos vazias.

Maria assunta ao céu é o sinal da humanidade nova, iluminada e transformada pela energia da ressurreição. Maria que coopera ativamente no plano da salvação, aponta o caminho concreto desta cooperação, saindo da sua casa, indo ao encontro de Isabel, fazendo-se presente com um serviço concreto, partilhando o dom da sua experiência ao cantar as maravilhas que o Senhor fez. Nossa participação na missão do Filho e na sua experiência pascal se verifica no cotidiano da vida, na atenção que podemos dedicar a alguém, pois como diz João, “sabemos que passamos da morte para a vida, se amamos os irmãos”.

A celebração litúrgica, tal como o encontro de Maria com Isabel, é para nós momento privilegiado de contemplação do mistério de Deus presente em nossa vida e na vida das pessoas que compartilham conosco a mesma fé. Alegramo-nos porque em Maria temos um sinal bem concreto da discípula fiel, que percorre o caminho do Filho até o fim. Inspirando nela a nossa vida, façamos nosso o seu cântico de reconhecimento e ação de graças a Deus pela salvação que ele opera em nossa vida

15. CREIO

16. PRECES
Com Maria, mãe de Jesus e de todos os crentes, apresentemos ao Senhor nossa intercessão:
Escuta-nos, Senhor.
– Filho de Deus e filho de Maria, saúde dos doentes e consolo dos que sofrem, manifesta a tua presença a todos os que te imploram.
– Ó Cristo, que associaste tua mãe à tua cruz e à tua glória, ilumina com a tua luz a noite do nosso mundo.
– Ó Cristo, amigo das crianças e dos pequenos, ensina-nos a vencer a provação na firme certeza da tua presença no meio de nós.
– Filho amado do Pai, acolhe na tua glória, junto com Maria, os nossos amigos e parentes falecidos…

Preces espontâneas… Quem preside conclui:
Atende, as nossas preces e guia-nos em teus caminhos, tu que és nosso irmão e nosso Salvador. Amém.

17. PARTILHA FRATERNA
É o momento também de trazer donativos para as necessidades da comunidade, enquanto a assembléia canta, no livro, n. 214, ou 209, ou 212). Nas comunidades onde se costuma fazer partilha de alimentos, coloca-se neste momento os alimentos sobre o altar.

Onde reina o amor, fraterno amor, / onde reina o amor, Deus aí está.
Ou:
Quem disse que não somos nada,
que não temos nada para oferecer:
repare nossas mãos abertas,
trazendo as ofertas do nosso viver.

AÇÃO DE GRAÇAS
18. CONVITE À AÇÃO DE GRAÇAS
Terminada a partilha fraterna quem coordena, levanta-se, dirige-se ao altar e faz o convite:
C: O Senhor esteja com vocês!
T: Ele está no meio de nós!
C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!
T: É nosso dever e nossa salvação!

O(a) animador(a) convida a assembleia a expressar motivos de ação de graças… Depois, entoa os versos que seguem, alternando com a assembleia.

É bom cantar um bendito,
um canto novo, um louvor!

– Ao Deus do céu, Pai bondoso,
por Cristo, nosso Senhor!
– Ao Deus que enche de graça
Maria, mãe do Senhor!
– Ao Deus que fez maravilhas
naquela que acreditou!
– Maria, serva fiel,
do Filho a voz escutou.
– Maria, mãe dos que creem,
aos pés da cruz se encontrou.
– Maria, vitoriosa,
com Cristo à glória chegou.
– Co’a mãe, os(as) filhos(as) exultam,
cantando a Deus salvador.

C: Como Jesus que, muitas vezes,
reuniu-se com os seus para comer e beber juntos,
revelando que o teu reino havia chegado,
nós também nos alegramos na partilha destes alimentos.
Derrama sobre eles e sobre nós o teu Espírito,
e recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.
T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.
C: Toda a nossa louvação chegue a ti
em nome de Jesus, por quem oramos
com as palavras que ele nos ensinou:
T: Pai nosso…,
pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

20. ABRAÇO DA PAZ
Saudemo-nos, uns aos outros, com o sinal da reconciliação e da paz!
Canto de comunhão
– Canto (partilha do pão)
A minha alma engrandece o Senhor, ODC, p. 238.

21. ORAÇÃO FINAL
Deus de bondade, bendito sejas
pela palavra e pela comunhão que nos deste
nesta festa da páscoa de Maria.
Fortalece nossos passos vacilantes
e completa em nós o que teu amor começou.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

RITOS FINAIS
22. COMUNICAÇÕES
23. BÊNÇÃO
O Deus que olhou para Maria
volte seu olhar para nós
e nos faça caminhar
na esperança de um mundo novo,
agora e sempre. Amém.

A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

RITO DA COMUNHÃO
Trazer o pão consagrado

Após a coleta fraterna os/as ministro/as dirigem-se ao lugar da reserva, toma o recipiente com o sacramento do Corpo do Senhor e o coloca sobre o altar, enquanto a assembleia canta:

O pão da vida, comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos.
E nos ensina a abrir as mãos para partir, repartir o pão.

Todos fazem uma pequena inclinação…

Quem coordena reza ou canta a ação de graças….

Convite à comunhão
Terminada a ação de graças, depois do Pai nosso, quem coordena ou um/a ministro/a da eucaristia, toma o pão consagrado e apresenta para a assembléia dizendo:

Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede”.

Mostrando o pão consagrado:
C: Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!
T: Senhor, eu não sou digno(a)…

Distribuição da comunhão acompanhado do canto,seguido de um tempo de silêncio…

Oração pós-comunhão
Ó Deus de bondade, tu partilhaste conosco a tua Palavra e nos alegraste na mesa da tua comunhão. Por esta vida que recebemos de ti, dá-nos a graça de viver conforme o teu Filho amado, Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.


Revista de Liturgia Encadernada Edições 2018


RITO DA ASPERSÃO DA ÁGUA
Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que coordena convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. O(a) coordenador(a) faz a oração:

Deus de bondade e compaixão,
tu nos deste a irmã água, fonte de toda vida,
e quiseste que, por ela, recebêssemos
o batismo que nos consagra a ti.
Nós te bendizemos pela água benfazeja!
Renova, no mais profundo
de cada um (cada uma) de nós,
a fonte viva de tua graça,
para que, livres de todos os males,
possamos caminhar sempre em tuas estradas
e praticar aquilo que é agradável aos teus olhos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Aspersão dos fiéis enquanto se canta (no tempo comum e Pentecostes)
Lavados na fonte viva, / do lado aberto de Cristo,
transpomos, vitoriosos, / as portas do paraíso! (bis)
Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!

Ao terminar a aspersão, quem preside conclui:
Que Deus, em sua misericórdia, nos liberte de todo o pecado, e nos conceda vida eterna. Amém.

Segue o ‘Senhor tem piedade de nós’ (podendo, neste caso, omitir o glória):
Senhor tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.
Cristo tem piedade de nós.
Cristo tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.

 

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