Dia do Senhor

DIA DO SENHOR: SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA, MÃE DO SENHOR

12 de outubro de 2019

Autoras:
Ir. Neusa Bresiani é Pia Discípula do Divino Mestre, tem especialização em liturgia, é membro da rede Celebra e contribui no serviço da formação litúrgica nas comunidades.
Ir. Helena Ghiggi é Pia Discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.

O DIA DO SENHOR é uma seção da Revista de Liturgia. Nele está o aprofundamento dos textos bíblicos usados para o Domingo ou Festas do Senhor ou de Maria. Isto colabora para o estudo de quem preside a celebração tanto Eucarística quanto da Palavra para uma boa preparação da homilia. Este é o primeiro passo do método da leitura orante da bíblia: a Leitura. Bom aprofundamento dos textos bíblicos deste domingo e boa celebração!

Revista de Liturgia Edição 265 – Maria, a Mãe do Senhor, na Liturgia

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1. Aprofundando os textos bíblicos: Ester 5,1b.2; 7,2b-3; Salmo 45 (44); Apocalipse 12,1.5.13a.15-16a; João 2,1-11
A narrativa das bodas de Caná, uma pequena cidade da Galileia, assinala o início dos sinais e manifestação da glória de Jesus. A festa de casamento durava sete dias, mas já no terceiro a mãe de Jesus percebe que eles não têm vinho! O terceiro dia faz alusão à vitória de Cristo sobre a morte através da ressurreição. O sinal em Caná antecipa a hora de Jesus, isto é, sua glorificação pela entrega total da vida por amor. Assim, o vinho simboliza a alegria pela presença de Cristo ressuscitado, o verdadeiro esposo que celebra as núpcias messiânicas com toda a comunidade. O vinho novo e abundante é imagem da realização do banquete messiânico de salvação (Is 25,6; Am 9,13; Jr 31,4-5). A mãe de Jesus orienta os que estavam servindo a fazer tudo o que ele disser. Jesus ordena que os servos encham as talhas de água. Sua presença plenifica a vida do povo, transformando as talhas de pedra vazias com o vinho novo da aliança. Com Maria, chamada de mulher como aos pés da cruz (19,25-27), estão todas as pessoas que amam e acreditam no Filho de Deus, enviado para servir o vinho bom da salvação. Na 1ª leitura, a rainha Ester arrisca a vida para salvar o povo da morte. Diante da opressão imperial, ela suplica ao rei: Se encontrei graças a teus olhos, concede-me a vida e a vida do meu povo. A atitude sábia, a fé e a esperança de Ester no Deus Salvador a tornam figura de Maria, segundo a perspectiva cristã.O salmista celebra com alegria e júbilo, porque o Senhor revesteo povo de justiça e salvação. A 2ª leitura mostra a figura de uma mulher protegida e guiada pelo Senhor, lembrando o povo no deserto, na travessia do mar vermelho. A presença do Ressuscitado, o Filho de Deus gerado por Maria, fortaleceu a resistência das comunidades diante do poder opressor e a perseverança no anúncio do projeto do Deus.

2. Atualizando
A solidariedade maternal de Maria nos ensina a trilhar o caminho de Jesus e a ouvir suas palavras, fazendo tudo o que ele nos disser. Maria, a intercessora, nos conduz a Cristo, o vinho novo da festa e da alegria, que transforma as afliçõesdo povo sofrido.

3. A palavra de Deus na celebração
Na festa de N.S. Aparecida, rainha e padroeira do povo brasileiro, celebramos com uma atitude de discípulos e discípulas que sabem ouvir e colocar em prática a palavra do Senhor. Participamos também da alegria e do júbilo de fazermos parte do corpo de Cristo que nos reveste de justiça e salvação.
O Senhor nos convida, a exemplo de Maria a sermos sensíveis às necessidades de nossos irmãos e irmãs.

4. Dicas e sugestões
Algumas crianças podem entrar na procissão inicial ladeando, com velas acesas, a imagem de N.S. Aparecida. Valorizar a participação das mulheres na celebração.

Ouça e reze as laudes do Ofício Divino no dia de Nossa Senhora Aparecida:

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