Dia do Senhor

DIA DO SENHOR | DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

1. Compreendendo os textos: Lucas 19,28-40 (bênção dos ramos); Isaías 50,4-7; Salmo 22(21); Filipenses 2,6-11; Lucas 22,14–23,56

Jesus, subindo para Jerusalém, chega ao monte das oliveiras e se manifesta como o Messias pacífico e humilde (Zc 9,9-10), o portador da salvação aos excluídos desde a Galileia (4,18-19; 7,22). O povo humilde e simples acolhe Jesus com alegria e estende seus mantos pelo caminho. A multidão de discípulos aclama: Bendito aquele que vem (Sl 118,26), o Rei que exerce a realeza pela entrega da vida. Paz no céu (19,38; 2,14) acentua a verdadeira paz manifestada por Jesus. Durante a ceia pascal (22,14-20), o dom que Jesus faz de si mesmo é uma antecipação profética da paixão e morte. O sangue derramado indica uma morte violenta. A aliança aponta para o amor e a fidelidade entre Deus e a humanidade, que a morte de Jesus selará definitivamente. Jesus, aquele que serve com humildade (22,27), ora ao Pai angustiado no monte das oliveiras. O cálice refere-se à morte de Jesus por realizar o mistério do Reino em favor dos mais necessitados. Levantai-vos é o apelo de Jesus a confiar na força da vida que vence a morte. No Sinédrio, Jesus testemunha sua identidade como Cristo, Filho do Homem glorificado à direita de Deus, Filho de Deus (22,66-71). Jesus, o justo que sofreu injustamente, manifesta a misericórdia de Deus até a cruz (23,43). As mulheres discípulas, desde a Galileia (8,13), testemunham a morte redentora de Jesus (23,49), seu sepultamento e ressurreição (23,55s). A profecia de Isaías descreve a missão do Servo como discípulo perfeito, que escuta e anuncia a Palavra em meio às perseguições, confiante no Senhor. O salmo, lamento de um inocente perseguido, prefigura o sofrimento de Cristo na cruz (Mc 15,34). Na leitura aos Filipenses, o hino sublinha o “despojamento” (kenosis) de Cristo, que se fez Servo para dar a vida e sua “exaltação” como Senhor (Kyrios), que reina no mundo inteiro.

2. A palavra na vida

Jesus, interpela a reavivar a compaixão com os crucificados pela violência, com os que são privados de seus direitos.

3. A palavra na celebração

O relato da Paixão do Senhor que hoje escutamos, é prova de um amor sem medida. Rendemos graças a Deus, porque Jesus nos indica o caminho da vitória.

 

Revista de Liturgia Edição 272 – 50 anos de Medellín: A liturgia de uma Igreja pobre, a serviço dos pobres.

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