Celebração da Palavra

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA | 6º DOMINGO DA PÁSCOA ANO C

 26 de maio de 2019

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 O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem deve fazer a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há versões cantadas: a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. Os demais cantos indicados neste roteiro, são do Hinário da CNBB, CD Liturgia XIV da Paulus. Há ainda no final deste roteiro o rito da bênção e aspersão da água, a ser usado no lugar do ato penitencial.

Atenção: É indispensável que a equipe se prepare para a celebração fazendo leitura orante dos textos bíblicos e litúrgicos, sobretudo o evangelho. Além disso, há um pequeno comentário sobre o evangelho, para ajudar na organização da homilia. A pequena introdução a cada leitura, é auxilio para a equipe que prepara a celebração, não deve ser lida no momento da celebração.

 

Domingo da Promessa do Espírito

Anunciem com gritos de alegria, proclamem até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia!  (cf. Is 48,20)

 

 CHEGADA

  1. Refrão meditativo

Ressuscitou de verdade, aleluia, aleluia,

Cristo Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia.

RITOS INICIAIS

  1. Canto de abertura

Procissão, com a cruz, ou o círio e o livro da Palavra.

Cristo ressuscitou, aleluia, H 2, p. 128; Ressuscitei, Senhor, H 2, p. 58.

  1. Sinal-da-cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

  1. Saudação

A paz do Cristo ressuscitado, esteja com vocês!

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

  1. Sentido da celebração

O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes, introduz o sentido do domingo.

O Senhor nos promete o seu Espírito  e nos revela a alegria da sua ressurreição, para que possamos ser portadores deste anúncio por onde andarmos. Celebramos a páscoa de Jesus que se manifesta em todas as pessoas e grupos que se deixam conduzir pelo Espírito da verdade e continuam a missão de Jesus.

  1. Ato penitencial

Senhor, nossa paz e reconciliação, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

Cristo, nossa vida e ressurreição, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós.

Senhor, nosso perdão e nossa esperança, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

O Deus de ternura e misericórdia tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados, e nos conduza à vida eterna. Amém.

O ato penitencial pode ser substituído pelo rito da aspersão, no final deste roteiro.

  1. Glória escolher
  2. Oração do dia

Oremos ao Senhor… (breve silêncio)

Deus da vida,

dá-nos a graça de vivermos profundamente

estes dias de alegria em que festejamos

a ressurreição de Cristo,

para que a nossa vida corresponda sempre mais

àquilo que na fé celebramos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

Liturgia da Palavra

  1. Primeira leitura – Atos 15,1-2.22-29

O texto dos Atos nos conta como as comunidades cristãs enfrentaram o problema de permanecer ou não ligada aos costumes religiosos judaicos no começo da sua atividade missionária.

 

 

  1. Salmo responsorial 67(66) (H 2, p. 77 e 79)

Agradeçamos ao Senhor porque fez justiça na terra, dando razão a Jesus e libertando-o da morte. Que ele tenha piedade de nós e nos dê o Espírito, para que possamos em todo o tempo conhecer os seus caminhos.

 

Que as nações vos glorifiquem,

todas as nações vos glorifiquem!

 

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção

e sua face resplandeça sobre nós!

Que na terra se conheça o seu caminho

e a sua salvação por entre os povos.

 

Exulte de alegria a terra inteira,

pois julgais o universo com justiça;

os povos governais com retidão

e guiais em toda a terra as nações.

 

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,

que todas as nações vos glorifiquem!

Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe

e o respeitem os confins de toda a terra!

 

  1. Segunda leitura – Apocalipse 21,10-14.22-23

No contexto da fé vigiada e perseguida pelo poder imperial de Roma, assim o livro do Apocalipse descreve a comunidade cristã.

 

  1. Aclamação ao evangelhoH 2, p. 107)

Aleluia, alegria, aleluia! Aleluia, aleluia!

ele falou: se alguém me ama, aleluia!

Minha palavra guardará, aleluia!

Ou:

Quem me ama realmente guardará minha palavra

e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

 

 

  1. Proclamação do evangelhoJoão 14,23-29

Continuando seu discurso de consolação aos apóstolos, vejam a promessa que Jesus nos faz.

 

O(a) leitor(a), da estante da Palavra, se dirige à assembleia com esta saudação:

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós.

Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo…

Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui:

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

  1. HomiliaDicas para quem deve preparar a homilia:

Estamos na conclusão do primeiro discurso do adeus ou da consolação, onde Jesus prepara sua comunidade para viver a relação com ele de outra forma. O trecho deste domingo é a resposta de Jesus à pergunta de Judas Tadeu: “Por que te manifestarás a nós e não ao mundo?”. Jesus repete o que já dissera, enfatizando a incapacidade do mundo de amá-lo e de guardar seus mandamentos, e, portanto, de captar a manifestação de sua morte e ressurreição. É preciso amar para entender e não existe amor sem observância dos mandamentos. Neste caminho, Jesus promete a ajuda do Espírito, que recordará os ensinamentos, ao mesmo tempo em que confia à comunidade o dom de sua paz, diferente da paz romana e de outras concepções de paz.

O sinal da ressurreição e da páscoa é a própria comunidade que vive esta relação de aliança e de fidelidade com o Senhor. Ela é, por excelência, a morada do Pai e do Filho, a afilhada do Espírito Santo, o sacramento da paz para o mundo. Nenhum outro sinal pode encobrir ou mascarar esta primazia.

O rito da paz, celebrado em cada liturgia, atualiza, para cada celebração, este dom/presença do Ressuscitado na própria comunidade. Não se trata de uma simples tradição ou de uma simples memória de suas palavras, mas de um sinal e sacramento para a própria comunidade e para o mundo. Acolhendo este gesto de carinho do Ressuscitado, intensifiquemos nossa oração, suplicando ao Espírito que transforme em cultura de paz a violência, que desarme os povos e alimente o mundo, que nos fortaleça nas lutas da justiça e solidariedade.

 

  1. Creio
  2. Preces

Confiantes na presença do Mestre que intercede por nós junto do Pai, supliquemos, cantando:

Escuta-nos, Senhor da glória!

– Ó Cristo, luz e salvação de todos os povos, acende o fogo do teu Espírito em nós que proclamamos a tua ressurreição.

– Ó Cristo, vida e ressurreição, abençoa os que celebraram os sacramentos da iniciação nesta páscoa.

– Ó Cristo, Senhor da paz, dá a todos os povos a concórdia e o progresso e anima os cristãos na busca da unidade.

– Ó Cristo, vencedor da morte, acolhe com bondade em tua casa, todos os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida.

Preces espontâneas… Quem preside conclui:

Escuta, Senhor, estas nossas preces, tu que és nossa vida e ressurreição, agora e para sempre. Amém.

  1. Coleta dos bens

É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta: escolher  no livro de canto.

Terminada a coleta, todos/as se levantam, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar. Quem preside, aproximando-se do altar, faz uma breve inclinação e dá início à ação de graças.

Se não houver comunhão, depois das preces, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.

 

Ação de graças.

  1. Convite à ação de graças escolher uma versão cantada, no final deste roteiro. Ou:

Quem preside, convida a assembleia à ação de graças:

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós.

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação.

  1. Oração de ação de graças

Quem preside prossegue com a oração intercalando com a assembleia:

Ó Deus bondoso e fiel,

é muito bom te louvar em todo o tempo e lugar,

especialmente neste dia solene

em que Cristo, nossa páscoa, foi imolado.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Por ele, os filhos e as filhas da luz

renascemos para uma vida sem fim,

e as portas do reino se abrem para nós.

Nossa morte foi redimida pela sua

e, em sua ressurreição, ressurgiu a vida para todos.

Glória a ti Senhor, graças e louvor.

Esta comunidade aqui reunida em teu nome

recorda a vitória de Jesus e te bendiz

pela graça que nos é dada

de participar do mistério da sua páscoa.

Glória a ti Senhor, graças e louvor.

Derrama sobre nós o teu Espírito,

e recebe o louvor de todo o universo

e de todas as pessoas que te buscam.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus,

por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso…, pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

  1. Abraço da paz

Por sua morte e ressurreição Jesus reconciliou o mundo e nos entregou o ministério da reconciliação, saudemos uns aos outros com o sinal da paz.

Não havendo comunhão, passa-se daqui, para a oração final (n. 22).

  1. Rito da comunhão

Quem preside diz:

Relembrando de Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus

para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,

nós também nos alegramos com ele nesta mesa.

E tomando nas mãos o pão consagrado, acrescenta:

Quem vem a mim nunca mais terá fome

e o que crê em mim nunca mais terá sede.

Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!

Senhor, eu não sou digno(a)…

Distribuição da comunhão acompanhado do canto, seguido de um tempo de silêncio… Quem preside faz a oração do respectivo domingo, no missal, ou no Dia do Senhor, ou a que segue:

Vós sois o caminho, a verdade a vida, H 3, p. 380; Não fiquem tristes, H 2, p. 107.

Os discípulos de Emaús – CD Hinário CNBB, Liturgia X, faixa 9

 

  1. Oração final

Ó Deus de terna compaixão, nesta celebração tu manifestaste o teu carinho por nós. Acompanha-nos em nossa lida de cada dia para que possamos praticar sempre os mandamentos de Jesus e sermos sempre guiados pelo Espírito da verdade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

RITOS FINAIS

  1. Comunicações
  2. Bênção

O Deus da vida, que, pela força do seu Espírito Santo, ressuscitou Jesus dos mortos, ressuscite-nos para uma vida nova, agora e sempre. Amém.

Abençoe-nos, o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

Vamos e paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

 

 

RITO DA ASPERSÃO DA ÁGUA

 

Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que preside convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. Quem preside faz a oração:

Ó Deus, nós te bendizemos por esta água que criaste

para fecundar a terra, lavar nossos corpos e refazer nossas forças.

Por ela, libertaste o teu povo do cativeiro

e aplacaste no deserto a sua sede;

por ela os profetas anunciaram uma nova aliança

e, consagrada pelo Cristo no Jordão, criaste uma nova humanidade.

Que esta água, recordando o nosso batismo,

nos faça participar da alegria dos que foram batizados na páscoa.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

A assembleia é aspergida, enquanto canta:

Banhados em Cristo, somos uma nova criatura.

As coisas antigas já se passaram. Somos nascidos de novo.

Aleluia, aleluia, aleluia. (bis)

Ao terminar a aspersão, quem preside volta para a cadeira e conclui:

O Deus todo-amoroso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

 

AÇÃO DE GRAÇAS 1  (CD-DS faixa 9)

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação! 

Quem coordena canta, a assembleia repete:

  1. Para nós é um prazer / bendizer-te, ó Senhor, (bis)

celebrar o teu amor / por Jesus teu bem-querer! (bis)

  1. Pois é ele a nossa páscoa, / o cordeiro imolado, (bis)

por quem fomos libertados / para a vida que não passa! (bis)

  1. Em sua morte a nossa morte / para sempre redimida (bis)

vida nova ressurgida / garantida a nossa sorte. (bis)

  1. Transbordando de alegria / o universo em louvação (bis)

viva a nova criação / nova páscoa, plena vida. (bis)

  1. Finalmente a nossa boca, inspirada por teu Filho,

e seguindo o seu ensino / o teu santo nome invoca. (bis)

T: Pai nosso…, pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

AÇÃO DE GRAÇAS 2 (CD-DS faixa 13)

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação!

Quem preside canta e a assembléia repete:

É bom cantar um bendito, um canto novo um louvor.

Jesus nasceu de Maria, hoje ele é nosso Senhor.

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Da morte é vencedor, da vida é campeão. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Cordeiro sacrificado, é nossa páscoa irmão. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Ele é do céu e da terra a reconciliação. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Dos tristes consolador, dos pobres, libertação. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

O céu e a terra se juntam, numa só voz louvação! (bis)

Quem preside, conclui, recitando:

Toda a nossa louvação chegue a ti, ó Pai, em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso… pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre.

 

Revista de Liturgia Edição 272 – 50 anos de Medellín: A liturgia de uma Igreja pobre, a serviço dos pobres.

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