Celebração da Palavra

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA | 5º DOMINGO DA PÁSCOA ANO C

19 de maio de 2019

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O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem deve fazer a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há versões cantadas: a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. Os demais cantos indicados neste roteiro, são do Hinário da CNBB, CD Liturgia XIV da Paulus. Há ainda no final deste roteiro o rito da bênção e aspersão da água, a ser usado no lugar do ato penitencial.

Atenção: É indispensável que a equipe se prepare para a celebração fazendo leitura orante dos textos bíblicos e litúrgicos, sobretudo o evangelho. Além disso, há um pequeno comentário sobre o evangelho, para ajudar na organização da homilia. A pequena introdução a cada leitura, é auxilio para a equipe que prepara a celebração, não deve ser lida no momento da celebração.

 

Domingo do mandamento novo

Cantem ao Senhor um canto novo, porque ele fez maravilhas; e revelou sua justiça diante das nações, aleluia!  (Sl 36,5-6)

 

 

CHEGADA

  1. Refrão meditativo

Ressuscitou de verdade, aleluia, aleluia,

Cristo Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia.

RITOS INICIAIS

  1. Canto de abertura

Procissão, com a cruz e o livro da Palavra.

Cristo ressuscitou, aleluia, H 2, p. 128; Ressuscitei, Senhor, H 2, p. 58.

  1. Sinal-da-cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

  1. Saudação

A paz do Cristo ressuscitado, esteja com vocês!

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

  1. Sentido da celebração

O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes, introduz o sentido do domingo.

O Senhor nos convida a renovar nosso desejo de comunhão e solidariedade de uns para com os outros, e principalmente com os pobres. Celebramos a páscoa de Jesus que se manifesta em todas as pessoas e grupos que testemunham um amor concreto, para além dos preconceitos e das discriminações.

 

  1. Ato penitencial

Senhor, nossa paz e reconciliação, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

Cristo, nossa vida e ressurreição, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós.

Senhor, nosso perdão e nossa esperança, tem piedade de nós.

Senhor, tem piedade de nós.

O Deus de ternura e misericórdia tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados, e nos conduza à vida eterna. Amém.

O ato penitencial pode ser substituído pelo rito da aspersão, no final deste roteiro.

  1. Glória escolher
  2. Oração do dia

Oremos ao Senhor… (breve silêncio)

Deus de todos os povos,

que enviaste teu filho para nos conduzir a ti

e fizeste de nós teus filhos e filhas,

guarda-nos com carinho em teu amor

para que, ressuscitados com Cristo,

tenhamos verdadeira liberdade e a vida em plenitude.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

Liturgia da Palavra

  1. Primeira leitura – Atos 14,20-26

Vejamos como o livro dos Atos narra o fim da primeira viagem missionária de Paulo em companhia de Barnabé.

 

  1. Salmo responsorial 145(144) (H 2, p. 77 e 79)

Bendigamos ao Senhor que manifestou a sua misericórdia através da pregação dos apóstolos e sempre vem em socorro de nossas comunidades.

 

Bendirei eternamente

vosso santo nome, ó Senhor!

 

Misericórdia e piedade é o Senhor,

ele é amor, é paciência, é compaixão.

O Senhor é muito bom para com todos,

sua ternura abraça toda criatura.

 

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem

e os vossos santos com louvores vos bendigam!

Narrem a glória e o esplendor do vosso reino

e saibam proclamar vosso poder!

 

Para espalhar vossos prodígios entre os povos

e o fulgor de vosso reino esplendoroso.

O vosso reino é um reino para sempre,

vosso poder, de geração em geração.

 

  1. Segunda leitura – Apocalipse 21,1-5a

É a parte final do livro do Apocalipse. De junto de Deus desce a “nova Jerusalém”. É anúncio de uma nova ordem no mundo, promessa de paz.

 

  1. Aclamação ao evangelho(H 2, p. 107)

Aleluia, alegria, aleluia! Aleluia, aleluia!

Ele falou: dou-lhes um novo mandamento:

Que vocês me amem uns aos outros, aleluia!

Ou:

Eu vos dou novo preceito:

que uns aos outros vos ameis,

como eu vos tenho amado.

 

 Proclamação do evangelhoJoão 13,31-33a.34-35

Nestes últimos domingos do tempo pascal, voltamos a escutar os diálogos de Jesus com os apóstolos na última ceia, narrada pelo evangelho de João.

O(a) leitor(a), da estante da Palavra, se dirige à assembleia com esta saudação:

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós.

Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo…

Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui:

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

  1. HomiliaDicas para quem deve preparar a homilia:

A passagem do evangelho, no contexto da última ceia, segue imediatamente o anúncio da traição de Judas e se caracteriza literariamente como um testemunho. Nele, Jesus oferece as linhas de interpretação dos acontecimentos – o que se segue é a manifestação da glória -, ao mesmo tempo em que apresenta o seu legado e herança, o mandamento novo, sinal e sacramento de sua presença. João estrutura de tal forma esta passagem, que nele se fundem o Jesus histórico e o Jesus glorificado, o crucificado e o ressuscitado.

Para a comunidade dos crentes, que se propõe a viver a aliança com o Senhor, este testemunho adquire a força de um convite para realizarmos a caridade fraterna como memória do Cristo e como antecipação da plena revelação de sua glória. A sua ausência se torna presença na vida da comunidade que se propõe ter como distintivo a prática do amor e da solidariedade.

A passagem do evangelho se cumpre e se realiza na reunião dos irmãos e irmãs em oração. O Cristo ressuscitado não estabelece relações individuais com uma ou outra pessoa, mas se visibiliza na comunidade primordial, “vínculo de caridade e sinal da unidade”, como dizia Santo Agostinho. Exercitar-se no amor é exercitar-se na unidade com o Ressuscitado. Que esta celebração reacenda em nós o desejo da comunhão e nos renove na alegria de estarmos a serviço.

 

  1. Creio
  2. Preces

Confiantes na presença do Mestre que intercede por nós junto do Pai, supliquemos, cantando:

Escuta-nos, Senhor da glória!

– Ó Cristo, luz e salvação de todos os povos, acende o fogo do teu Espírito em nós que proclamamos a tua ressurreição.

– Ó Cristo, vida e ressurreição, abençoa os que celebraram os sacramentos da iniciação nesta páscoa.

– Ó Cristo, Senhor da paz, dá a todos os povos a concórdia e o progresso e anima os cristãos na busca da unidade.

– Ó Cristo, vencedor da morte, acolhe com bondade em tua casa, todos os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida.

Preces espontâneas… Quem preside conclui:

Escuta, Senhor, estas nossas preces, tu que és nossa vida e ressurreição, agora e para sempre. Amém.

  1. Coleta dos bens

É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta: escolher  no livro de canto.

Terminada a coleta, todos/as se levantam, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar. Quem preside, aproximando-se do altar, faz uma breve inclinação e dá início à ação de graças.

Se não houver comunhão, depois das preces, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.

 

Ação de graças.

  1. Convite à ação de graças escolher uma versão cantada, no final deste roteiro. Ou:

Quem preside, convida a assembleia à ação de graças:

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós.

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação.

  1. Oração de ação de graças

Quem preside prossegue com a oração intercalando com a assembleia:

Ó Deus bondoso e fiel,

é muito bom te louvar em todo o tempo e lugar,

especialmente neste dia solene

em que Cristo, nossa páscoa, foi imolado.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Por ele, os filhos e as filhas da luz

renascemos para uma vida sem fim,

e as portas do reino se abrem para nós.

Nossa morte foi redimida pela sua

e, em sua ressurreição, ressurgiu a vida para todos.

Glória a ti Senhor, graças e louvor.

Esta comunidade aqui reunida em teu nome

recorda a vitória de Jesus e te bendiz

pela graça que nos é dada

de participar do mistério da sua páscoa.

Glória a ti Senhor, graças e louvor.

Derrama sobre nós o teu Espírito,

e recebe o louvor de todo o universo

e de todas as pessoas que te buscam.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus,

por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso…, pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

  1. Abraço da paz

Por sua morte e ressurreição Jesus reconciliou o mundo e nos entregou o ministério da reconciliação, saudemos uns aos outros com o sinal da paz.

Não havendo comunhão, passa-se daqui, para a oração final (n. 22).

  1. Rito da comunhão

Quem preside diz:

Relembrando de Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus

para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,

nós também nos alegramos com ele nesta mesa.

E tomando nas mãos o pão consagrado, acrescenta:

Quem vem a mim nunca mais terá fome

e o que crê em mim nunca mais terá sede.

Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!

Senhor, eu não sou digno(a)…

Distribuição da comunhão acompanhado do canto, seguido de um tempo de silêncio… Quem preside faz a oração do respectivo domingo, no missal, ou no Dia do Senhor, ou a que segue:

Vós sois o caminho, a verdade a vida, H 3, p. 380; Eu creio num mundo novo, H 2, p. 140.

Os discípulos de Emaús – CD Hinário CNBB, Liturgia X, faixa 9

 

  1. Oração final

Ó Deus de bondade,

permanece junto conosco

e faz passar da antiga à nova vida

aqueles a quem fortaleceste

e alimentaste nesta celebração pascal.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

RITOS FINAIS

  1. Comunicações
  2. Bênção

O Deus da vida, que, pela força do seu Espírito Santo, ressuscitou Jesus dos mortos, ressuscite-nos para uma vida nova, agora e sempre. Amém.

Abençoe-nos, o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.

Vamos e paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

 

 

RITO DA ASPERSÃO DA ÁGUA

 

Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que preside convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. Quem preside faz a oração:

Ó Deus, nós te bendizemos por esta água que criaste

para fecundar a terra, lavar nossos corpos e refazer nossas forças.

Por ela, libertaste o teu povo do cativeiro

e aplacaste no deserto a sua sede;

por ela os profetas anunciaram uma nova aliança

e, consagrada pelo Cristo no Jordão, criaste uma nova humanidade.

Que esta água, recordando o nosso batismo,

nos faça participar da alegria dos que foram batizados na páscoa.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

A assembleia é aspergida, enquanto canta:

Banhados em Cristo, somos uma nova criatura.

As coisas antigas já se passaram. Somos nascidos de novo.

Aleluia, aleluia, aleluia. (bis)

Ao terminar a aspersão, quem preside volta para a cadeira e conclui:

O Deus todo-amoroso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

 

AÇÃO DE GRAÇAS 1  (CD-DS faixa 9)

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação! 

Quem coordena canta, a assembleia repete:

  1. Para nós é um prazer / bendizer-te, ó Senhor, (bis)

celebrar o teu amor / por Jesus teu bem-querer! (bis)

  1. Pois é ele a nossa páscoa, / o cordeiro imolado, (bis)

por quem fomos libertados / para a vida que não passa! (bis)

  1. Em sua morte a nossa morte / para sempre redimida (bis)

vida nova ressurgida / garantida a nossa sorte. (bis)

  1. Transbordando de alegria / o universo em louvação (bis)

viva a nova criação / nova páscoa, plena vida. (bis)

  1. Finalmente a nossa boca, inspirada por teu Filho,

e seguindo o seu ensino / o teu santo nome invoca. (bis)

T: Pai nosso…, pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

AÇÃO DE GRAÇAS 2 (CD-DS faixa 13)

O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação!

Quem preside canta e a assembléia repete:

É bom cantar um bendito, um canto novo um louvor.

Jesus nasceu de Maria, hoje ele é nosso Senhor.

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Da morte é vencedor, da vida é campeão. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Cordeiro sacrificado, é nossa páscoa irmão. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Ele é do céu e da terra a reconciliação. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

Dos tristes consolador, dos pobres, libertação. (bis)

  1. Hoje ele é nosso Senhor, por sua ressurreição.

O céu e a terra se juntam, numa só voz louvação! (bis)

Quem preside, conclui, recitando:

Toda a nossa louvação chegue a ti, ó Pai, em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso… pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre.

 

Revista de Liturgia Edição 272 – 50 anos de Medellín: A liturgia de uma Igreja pobre, a serviço dos pobres.

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