Celebração da Palavra

CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA:6° domingo do tempo comum – ano A

Revista de Liturgia Ed 275 – A ação de Graças na Celebração dominical da Palavra

RITO DA CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA

O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a, mas os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem prepara a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há uma versão cantada: a melodia se encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. As músicas indicadas para outros momentos da celebração, são do repertório do Hinário Litúrgico, gravado pelas editora Paulus.
Atenção: as breves introduções às leituras bíblicas não são para serem lidas durante a celebração mas apenas para ajudar quem vai preparar a celebração. A CNBB tem recomendado a não fazer comentário às leituras, certamente para focar a atenção na escuta da própria Palavra, que sendo bem proclamadas, dispensam comentários.

DOMINGO DA NOVA JUSTIÇA

6º domingo do tempo comum – ano a

16 de fevereiro de 2020

1. REFRÃO MEDITATIVO
Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.
Louvarei a Deus, a vida nos conduz.

2. CANTO DE ABERTURA – Sê rocha que me abriga, H 3, p. 121.
Procissão, com a cruz e o lecionário

3. SINAL-DA-CRUZ
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

4. SAUDAÇÃO
A graça e a paz do Senhor Jesus estejam com vocês.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

5. ACOLHIDA, SENTIDO DA CELEBRAÇÃO E RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes, introduz o sentido do domingo:
O Senhor, no alto da montanha, continua nos formando como seus discípulos. Hoje, ele nos desafia a praticar a justiça com radicalidade e a obedecer os mandamentos de um modo novo e total.
Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na luta de todas as pessoas e grupos que procuram viver, nas mais diversas situações, a justiça do reino, buscando uma nova atitude na relação uns com os outros, na relação homem-mulher, no uso da palavra.
Se for o caso convida a assembleia a lembrar fatos marcantes que são sinais da páscoa de Jesus na vida pessoal, na comunidade, no mundo…

6. ATO PENITENCIAL
De coração contrito e humilde, invoquemos a compaixão do Cristo, e imploremos sobre nós o seu perdão:
Senhor que vieste, não para condenar, mas para salvar, tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.
Cristo, que acolhes quem confia em tua misericórdia, tem piedade de nós.
Cristo, tem piedade de nós.
Senhor, que muito perdoas a quem muito ama, tem piedade de nós.
Senhor tem piedade de nós.

Deus todo amoroso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

7. GLÓRIA
ORAÇÃO INICIAL
Ó Deus das promessas,
que firmaste aliança com os justos e os pobres,
dá-nos tua graça para vivermos de tal modo
que sejamos sempre habitados por teu Espírito.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

9. PRIMEIRA LEITURA – Eclesiástico 15,16-21
Cerca de duzentos anos antes de seu nascimento, o sábio Ben Sirac critica certa mentalidade espalhada entre o povo que afirmava que o pecado era inevitável e que Deus não se preocupava com a gente.

10. SALMO RESPONSORIAL – 119(118) (H 3, p. 134-5)
Neste salmo, peçamos ao Senhor nosso Deus que nos conduza pelos caminhos de sua vontade e do seu amor.

Feliz o homem sem pecado em seu caminho,
que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

Feliz o homem sem pecado em seu caminho,
que na lei do Senhor Deus vai progredindo!
Feliz o homem que observa seus preceitos
e de todo o coração procura a Deus!

Os vossos mandamentos vós nos destes
para serem fielmente observados.
Oxalá, seja bem firme a minha vida
em cumprir vossa vontade e vossa lei!

Sede bom com vosso servo e viverei
e guardarei vossa palavra, ó Senhor.
Abri meus olhos e então contemplarei
as maravilhas que encerra a vossa lei.

Ensinai-me a viver vossos preceitos;
quero guardá-los fielmente até o fim!
Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,
e de todo o coração a guardarei.

11. SEGUNDA LEITURA – 1Coríntios 2,6-10
Frente à cultura grega, conhecida no mundo inteiro por sua sabedoria, Paulo apresenta a sabedoria das comunidades cristãs. Para isto, ele vai usar a palavra “mistério”, no sentido de um plano a ser revelado.

12. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO – (H 3, p. 323)
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! (bis)
Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas
aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos, disse Jesus.

13. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Mateus 5,17-37
Jesus, continuando o sermão da montanha, apresenta sua posição e visão da lei do Antigo Testamento. No trecho que vamos escutar, ele coloca um critério para interpretar a palavra de Deus. Ele também faz uma releitura de três passagens bíblicas: sobre o mandamento de não matar, de não cometer adultério e de não jurar.
O(a) leitor(a) se dirige à assembleia com esta saudação:

O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós.
Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo…
Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui:
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

14. HOMILIA – Dicas para preparar a homilia
Depois de propor felicidade no lugar de mandamento, Jesus expõe sua posição diante da lei tradicional, a Torá. Primeiro em termos gerais, incluindo toda a Escritura na fórmula consagrada de “lei” e “profetas”. Depois, numa série de considerações sobre o mandamento de não matar (21-26), de não cometer adultério (27-30) e o divórcio (31-32) e de não jurar, Jesus fala com uma autoridade que está acima da legislação antiga. Ele pode dizer “foi dito aos antigos, mas eu vos digo”, revelando-se maior do que Moisés. Sua interpretação é autêntica porque ele cumpre a lei em sentido profundo. Jesus convida os discípulos a ultrapassarem a justiça dos letrados e fariseus, como exigência para entrarem no reino.
Sobre o mandamento de não matar (v. 21-26), os seguidores de Jesus não podem se contentar em apenas evitar o ato do homicídio, mas precisam controlar o ódio e os insultos que levam ao homicídio. São dados dois exemplos de como abandonar o ódio: pedir desculpas (ainda que seja necessário deixar o culto para isto) e jamais permitir que uma desavença se alongue até o tribunal. Sobre o adultério e o divórcio, os seguidores de Jesus devem ultrapassar a norma para entrarem no valor do bem que a lei propõe. E sobre o juramento? Entre cristãos, a base da relação é a confiança e a sinceridade, tornando-se desnecessário o juramento.
A lei e os profetas não deixam de existir. Mas a sua interpretação sempre pode evoluir. Para nós que cremos em Jesus, é a palavra do evangelho que dá à tradição dos antigos um sentido mais amplo e universal. O próprio Jesus passa a ser a referência fundamental do caminho para Deus, aquele que cumpre profundamente a lei, que vive a plena liberdade de filho de Deus e se faz irmão da humanidade.
A assembleia litúrgica não é constituída apenas pelos ouvintes da palavra, mas por pessoas que se comprometem em praticar a palavra. É o Espírito que nos faz reler a Escritura como Jesus fez e dispor o nosso coração a uma obediência amorosa da palavra de Deus.

15. CREIO
16. PRECES
Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo junto do Pai. Vamos nos unir à sua prece, dizendo:
Escuta-nos, Senhor.
– Ó Cristo, renova as comunidades cristãs na força do teu Espírito, para que testemunhem no mundo a paz e a unidade.
– Ó Cristo, amigo dos pobres, reúne os que estão dispersos e sem orientação, sustenta os abandonados, nós te pedimos.
– Liberta, Senhor, os prisioneiros, restitui a luz aos cegos, acolhe os órfãos e as viúvas, ouve o clamor do teu povo que sofre.
Preces espontâneas… Quem preside conclui:
Atende, as nossas preces e guia-nos em teus caminhos, tu que és nosso irmão e nosso Salvador. Amém.

16. COLETA FRATERNA
É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta:
Onde reina o amor, fraterno amor, / onde reina o amor, Deus aí está.
Ou:
Quem disse que não somos nada,
que não temos nada para oferecer:
repare nossas mãos abertas,
trazendo as ofertas do nosso viver.

17. AÇÃO DE GRAÇAS
Terminada a coleta todos/as se levantam, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.
[Se houver comunhão eucarística, antes da ação de graças, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar].

O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação!

Quem preside, faz a oração intercalando com o canto da assembleia [ou canta a que está no final deste roteiro]:

Nós te damos graças, ó Deus da vida,
porque neste dia santo de domingo
nos acolhes na comunhão do teu amor
e renovas nossos corações com a alegria da ressurreição de Jesus.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Esta comunidade aqui reunida
recorda a vitória de Jesus sobre a morte,
escutando a sua Palavra e dando graças,
na esperança de ver o novo céu e a nova terra,
onde não haverá mais fome, nem morte, nem dor,
e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Com Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus
para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,
nós também nos alegramos com ele nesta mesa.

Nós te damos muitas graças, de rogamos, ó Senhor.

Envia sobre nós o teu Espírito,
apressa o tempo da vinda do teu reino,
e recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.

Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus,
por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:
Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

18. ABRAÇO DA PAZ
Saudemo-nos, uns aos outros, com o sinal da reconciliação e da paz!
Não havendo comunhão, passa-se daqui para a oração final, n. 20.

19. RITO DA COMUNHÃO
Quem preside tomando nas mãos o prato com as hóstias diz:
Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede”.
Mostrando o pão consagrado:

Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!

Senhor, eu não sou digno(a)…

Canto de comunhão: Aquele que faz, aquele que ensina, H 3, p. 248-9.

Silêncio… quem preside conclui com a oração:

20. ORAÇÃO FINAL
Ó Deus, promessa fiel,
que a celebração deste domingo
renove-nos na prática da tua justiça
e conceda-nos a alegria
de praticarmos sempre os teus mandamentos.
Guia-nos com a tua luz.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

21. COMUNICAÇÕES

22. BÊNÇÃO
O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém.
O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável. Amém.
O Senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz. Amém.
Abençoe-nos o Pai, e o Filho e o Espírito Santo. Amém.
A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.
Graças a Deus.

Revista de Liturgia Ed 277 – A Palavra, uma possibilidade para a Igreja

ANEXO
ACÂO DE GRAÇAS
CD comep ação de graças no Dia do Senhor – faixa 18
Este canto substitui a oração de ação de graças n. 17

O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação!

1. Para nós é um prazer
bendizer-te, ó Senhor,
celebrar o teu amor
por Jesus teu bem-querer!

2. Te louvamos, ó Senhor,
pelo céu e pelos mares,
Pela terra e pelos ares,
criação do eterno amor!

3. Te louvamos, ó Senhor,
pela nossa humana história,
que revela tua glória,
teu poder libertador. (bis)

4. Te louvamos, ó Senhor,
por Jesus teu Filho amado
Entre nós ressuscitado
do Reino servidor.

5. Teu Espírito congregue
tudo quanto está disperso;
tua Igreja em vida e verso
o teu reino manifeste!

6. Finalmente a nossa boca,
inspirada por teu Filho,
e seguindo o seu ensino,
o teu santo nome invoca:
T: Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

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